05/01/2009 - 06/01/2009
30 Maio 2009
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Mal começaram as gravações do longa Chico Xavier, baseado no best-seller As Vidas de Chico Xavier, e já saiu o primeiro trailler. Coisa simples, mas bacana. Um bom jogo de câmeras, centrado no personagem central, frases de efeito, e uma sensação de que a coisa não vai ser chapa branca não. Confira!
Reencarnação nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição.
Suor na oficina é acesso à competência.
Esforço na escola é aquisição de cultura.
Porque alguém se consagre hoje à Medicina, não quer isso dizer que haja ontem semeado moléstias e sofrimentos.
Muitas vezes, o Espírito, para senhorear o domínio das ciências que tratam do corpo, voluntariamente lhes busca o trato difícil, no rumo de mais elevada ascensão.
Porque um homem se dedique presentemente às atividades da engenharia, não exprime semelhante escolha essa ou aquela dívida do passado na destruição dos recursos da Terra.
Em muitas ocasiões, o Espírito elege esse gênero de trabalho, tentando crescer no conhecimento das leis que regem o plano material, em marcha para mais altos postos na Vida Superior.
Entretanto, se o médico ou o engenheiro sofrem golpes mortais no exercício da profissão a que se devotam, decerto nela possuem serviço reparador que é preciso atender na pauta das corrigendas necessárias e justas.
Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.
Nada existe sem preço.
Por esse motivo, se as paixões gritam jungidas aos flagelos que lhes extinguem a sombra, as tarefas sublimes fulgem ligadas às renunciações que lhes acendem a luz.
À vista disso, não te habitues a medir as dores alheias pelo critério de expiação, porque, quase sempre, almas heróicas que suportam o fogo constante das grandes dores morais, no sacrifício do lar ou nas lutas do povo, apenas obedecem aos impulsos do bem excelso, a fim de que a negação do homem seja bafejada pela esperança de Deus.
Recorda que, se fosses arrebatado ao Céu, não tolerarias o gozo estanque, sabendo que os teus filhos se agitam no torvelinho infernal. De imediato, solicitarias a descida aos tormentos da treva para ajudá-los na travessia da angústia...
Lembra-te disso e compreenderás, por fim, a grandeza do Cristo que, sem débito algum, condicionou-se às nossas deficiências, aceitando, para ajudar-nos, a cruz dos ladrões, para que todos consigamos, na glória de seu amor, soerguer-nos da morte no erro à bênção da Vida Eterna.
Suor na oficina é acesso à competência.
Esforço na escola é aquisição de cultura.
Porque alguém se consagre hoje à Medicina, não quer isso dizer que haja ontem semeado moléstias e sofrimentos.
Muitas vezes, o Espírito, para senhorear o domínio das ciências que tratam do corpo, voluntariamente lhes busca o trato difícil, no rumo de mais elevada ascensão.
Porque um homem se dedique presentemente às atividades da engenharia, não exprime semelhante escolha essa ou aquela dívida do passado na destruição dos recursos da Terra.
Em muitas ocasiões, o Espírito elege esse gênero de trabalho, tentando crescer no conhecimento das leis que regem o plano material, em marcha para mais altos postos na Vida Superior.
Entretanto, se o médico ou o engenheiro sofrem golpes mortais no exercício da profissão a que se devotam, decerto nela possuem serviço reparador que é preciso atender na pauta das corrigendas necessárias e justas.
Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.
Nada existe sem preço.
Por esse motivo, se as paixões gritam jungidas aos flagelos que lhes extinguem a sombra, as tarefas sublimes fulgem ligadas às renunciações que lhes acendem a luz.
À vista disso, não te habitues a medir as dores alheias pelo critério de expiação, porque, quase sempre, almas heróicas que suportam o fogo constante das grandes dores morais, no sacrifício do lar ou nas lutas do povo, apenas obedecem aos impulsos do bem excelso, a fim de que a negação do homem seja bafejada pela esperança de Deus.
Recorda que, se fosses arrebatado ao Céu, não tolerarias o gozo estanque, sabendo que os teus filhos se agitam no torvelinho infernal. De imediato, solicitarias a descida aos tormentos da treva para ajudá-los na travessia da angústia...
Lembra-te disso e compreenderás, por fim, a grandeza do Cristo que, sem débito algum, condicionou-se às nossas deficiências, aceitando, para ajudar-nos, a cruz dos ladrões, para que todos consigamos, na glória de seu amor, soerguer-nos da morte no erro à bênção da Vida Eterna.
Do livro Religião dos Espíritos, cap. 24, de Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Fonte: o Consolador
Fonte: o Consolador
27 Maio 2009
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Decorrente dos referidos fatores sociológicos, das pressões psicológicas, dos impositivos econômicos, o medo assalta o homem, empurrando-o para a violência irracional ou amargurando-o em profundos abismos de depressão.
Num contexto social injusto, a insegurança engendra muitos mecanismos de evasão da realidade, que dilaceram o comportamento humano, anulando, por fim, as aspirações de beleza, de idealismo, de afetividade da criatura.
Encarcerando-se, cada vez mais, nos receios justificáveis do relacionamento instável com as demais pessoas, surgem as ilhas individuais e grupais para onde fogem os indivíduos, na expectativa de equilibrarem-se, sobrevivendo ao tumulto e à agressividade, assumindo, sem darem-se conta, um comportamento alienado, que termina por apresentar-se igualmente patológico.
As precauções para resguardar-se, poupar a família aos dissabores dos delinquentes, mantendo os haveres em lugares quase inexpugnáveis, fazem o homem emparedar-se no lar ou aglomerar-se em clubes com pessoal selecionado, perdendo a identidade em relação a si mesmo, ao seu próximo e consumindo-se em conflitos individualistas, a caminho dos desequilíbrios de grave porte.
Os valores da nossa sociedade encontram-se em xeque, porque são transitórios.
Há uma momentânea alteração de conteúdo, com a consequente perda de significado. A nova geração perdeu a confiança nas afirmações do passado e deseja viver novas experiências ao preço da alucinação, como forma escapista de superar as pressões que sofre, impondo diferentes experiências.
No âmago das suas violações e protestos, do vilipêndio aos conceitos anteriores vige o medo que atormenta e submete às suas sombras espessas.
A quantidade expressiva de atemorizados trabalha a qualidade do receio de cada um, que cresce assustadoramente, comprimindo a personalidade, até que esta se libere em desregramento agressivo, como forma de escapar à constrição.
Quem, porém, não consiga seguir a correnteza da nova ordem, fica afogado no rio volumoso, perde o respeito por si mesmo, aliena-se e sucumbe.
Na luta furiosa, as festas ruidosas, as extravagâncias de conduta, os desperdícios de moedas e o exibicionismo com que algumas pessoas pensam vencer os medos íntimos, apenas se transformam em lâminas baças de vidro pelas quais observam a vida sempre distorcida, face à óptica incorreta que se permitem. São atitudes patológicas decorrentes da fragilidade emocional para enfrentar os desafios externos e internos.
A consumação da sociedade moderna é a história da desídia do homem em si mesmo, enlanguescido pelos excessos ou esfogueado pelos desejos absurdos.
Adaptando-se às sombras dominadoras da insensatez, neglicencia o sentido ético gerador da paz.
A anarquia então impera, numa volúpia destrutiva, tentando apagar as memórias do ontem, enquanto implanta a tirania do desconcerto.
Os seus vultos expressivos são imaturos e alucinados, em cuja rebelião pairam o oportunismo e a avidez.
Procedentes dos guetos morais, querem reverter a ordem que os apavora, revolucionando com atrevimento, face ao insólito, o comportamento vigente.
Os antigos ídolos, que condenaram a década de 20 e 30 como a da “geração perdida”, produziram a atual “era da insegurança”, na qual malograram as profecias exageradamente otimistas dos apaniguados do prazer em exaustão, fabricando os super-homens da mídia que, em análise última, são mais frágeis do que os seus adoradores, pois que não passam de heróis da frustração.
Guindados às posições de liderança, descambaram, esses novos condutores, em lamentáveis desditas, consumidos pelas drogas, vencidos pelas enfermidades ainda não controladas, pelos suicídios discretos ou espetaculares.
A alucinação generalizada certamente aumenta o medo nos temperamentos frágeis, nas constituições emocionais de pouca resistência, de começo, no indivíduo, depois, na sociedade.
Esta é uma sociedade amedrontada.
As gerações anteriores também cultivaram os seus medos de origem atávica e de receios ocasionais.
O excesso de tecnicismo com a correspondente ausência de solidariedade humana produziram a avalanche dos receios.
A superpopulação tomando os espaços e a tecnologia reduzindo as distâncias arrebataram a fictícia segurança individual, que os grupos passaram a controlar, e as consequências da insânia que cresce são imprevistas.
Urge uma revisão de conceitos, uma mudança de conduta, um reestudo da coragem para a imediata aplicação no organismo social e individual necrosado.
Todavia, é no cerne do ser — o Espírito — que se encontram as causas matrizes desse inimigo rude da vida, que é o medo.
Os fenômenos fóbicos procedem das experiências passadas — reencarnações fracassadas —, nas quais a culpa não foi liberada, face ao crime haver permanecido oculto, ou dissimulado, ou não justiçado, transferindo-se a consciência faltosa para posterior regularização.
Ocorrências de grande impacto negativo, pavores, urdiduras perversas, homicídios programados com requintes de crueldade, traições infames sob disfarces de sorrisos produziram a atual consciência de culpa, de que padecem muitos atemorizados de hoje, no inter-relacionamento pessoal.
Outrossim, catalépticos sepultados vivos, que despertaram na tumba e vieram a falecer depois, por falta de oxigênio, reencarnam-se vitimados pelas profundas claustrofobias, vivendo em precárias condições de sanidade mental.
O medo é fator dissolvente na organização psíquica do homem, predispondo-o, por somatização, a enfermidades diversas que aguardam correta diagnose e específica terapêutica.
À medida que a consciência se expande e o indivíduo se abriga na fé religiosa racional, na certeza da sua imortalidade, ele se liberta, se agiganta, recupera a identidade e humaniza-se definitivamente, vencendo o medo e os seus sequazes, sejam de ontem ou de agora.
Num contexto social injusto, a insegurança engendra muitos mecanismos de evasão da realidade, que dilaceram o comportamento humano, anulando, por fim, as aspirações de beleza, de idealismo, de afetividade da criatura.
Encarcerando-se, cada vez mais, nos receios justificáveis do relacionamento instável com as demais pessoas, surgem as ilhas individuais e grupais para onde fogem os indivíduos, na expectativa de equilibrarem-se, sobrevivendo ao tumulto e à agressividade, assumindo, sem darem-se conta, um comportamento alienado, que termina por apresentar-se igualmente patológico.
As precauções para resguardar-se, poupar a família aos dissabores dos delinquentes, mantendo os haveres em lugares quase inexpugnáveis, fazem o homem emparedar-se no lar ou aglomerar-se em clubes com pessoal selecionado, perdendo a identidade em relação a si mesmo, ao seu próximo e consumindo-se em conflitos individualistas, a caminho dos desequilíbrios de grave porte.
Os valores da nossa sociedade encontram-se em xeque, porque são transitórios.
Há uma momentânea alteração de conteúdo, com a consequente perda de significado. A nova geração perdeu a confiança nas afirmações do passado e deseja viver novas experiências ao preço da alucinação, como forma escapista de superar as pressões que sofre, impondo diferentes experiências.
No âmago das suas violações e protestos, do vilipêndio aos conceitos anteriores vige o medo que atormenta e submete às suas sombras espessas.
A quantidade expressiva de atemorizados trabalha a qualidade do receio de cada um, que cresce assustadoramente, comprimindo a personalidade, até que esta se libere em desregramento agressivo, como forma de escapar à constrição.
Quem, porém, não consiga seguir a correnteza da nova ordem, fica afogado no rio volumoso, perde o respeito por si mesmo, aliena-se e sucumbe.
Na luta furiosa, as festas ruidosas, as extravagâncias de conduta, os desperdícios de moedas e o exibicionismo com que algumas pessoas pensam vencer os medos íntimos, apenas se transformam em lâminas baças de vidro pelas quais observam a vida sempre distorcida, face à óptica incorreta que se permitem. São atitudes patológicas decorrentes da fragilidade emocional para enfrentar os desafios externos e internos.
A consumação da sociedade moderna é a história da desídia do homem em si mesmo, enlanguescido pelos excessos ou esfogueado pelos desejos absurdos.
Adaptando-se às sombras dominadoras da insensatez, neglicencia o sentido ético gerador da paz.
A anarquia então impera, numa volúpia destrutiva, tentando apagar as memórias do ontem, enquanto implanta a tirania do desconcerto.
Os seus vultos expressivos são imaturos e alucinados, em cuja rebelião pairam o oportunismo e a avidez.
Procedentes dos guetos morais, querem reverter a ordem que os apavora, revolucionando com atrevimento, face ao insólito, o comportamento vigente.
Os antigos ídolos, que condenaram a década de 20 e 30 como a da “geração perdida”, produziram a atual “era da insegurança”, na qual malograram as profecias exageradamente otimistas dos apaniguados do prazer em exaustão, fabricando os super-homens da mídia que, em análise última, são mais frágeis do que os seus adoradores, pois que não passam de heróis da frustração.
Guindados às posições de liderança, descambaram, esses novos condutores, em lamentáveis desditas, consumidos pelas drogas, vencidos pelas enfermidades ainda não controladas, pelos suicídios discretos ou espetaculares.
A alucinação generalizada certamente aumenta o medo nos temperamentos frágeis, nas constituições emocionais de pouca resistência, de começo, no indivíduo, depois, na sociedade.
Esta é uma sociedade amedrontada.
As gerações anteriores também cultivaram os seus medos de origem atávica e de receios ocasionais.
O excesso de tecnicismo com a correspondente ausência de solidariedade humana produziram a avalanche dos receios.
A superpopulação tomando os espaços e a tecnologia reduzindo as distâncias arrebataram a fictícia segurança individual, que os grupos passaram a controlar, e as consequências da insânia que cresce são imprevistas.
Urge uma revisão de conceitos, uma mudança de conduta, um reestudo da coragem para a imediata aplicação no organismo social e individual necrosado.
Todavia, é no cerne do ser — o Espírito — que se encontram as causas matrizes desse inimigo rude da vida, que é o medo.
Os fenômenos fóbicos procedem das experiências passadas — reencarnações fracassadas —, nas quais a culpa não foi liberada, face ao crime haver permanecido oculto, ou dissimulado, ou não justiçado, transferindo-se a consciência faltosa para posterior regularização.
Ocorrências de grande impacto negativo, pavores, urdiduras perversas, homicídios programados com requintes de crueldade, traições infames sob disfarces de sorrisos produziram a atual consciência de culpa, de que padecem muitos atemorizados de hoje, no inter-relacionamento pessoal.
Outrossim, catalépticos sepultados vivos, que despertaram na tumba e vieram a falecer depois, por falta de oxigênio, reencarnam-se vitimados pelas profundas claustrofobias, vivendo em precárias condições de sanidade mental.
O medo é fator dissolvente na organização psíquica do homem, predispondo-o, por somatização, a enfermidades diversas que aguardam correta diagnose e específica terapêutica.
À medida que a consciência se expande e o indivíduo se abriga na fé religiosa racional, na certeza da sua imortalidade, ele se liberta, se agiganta, recupera a identidade e humaniza-se definitivamente, vencendo o medo e os seus sequazes, sejam de ontem ou de agora.
Página constante do cap. 4 do livro O Homem Integral, obra psicografada pelo médium Divaldo P. Franco.
Joanna de Ângelis
Fonte: o Consolador
Joanna de Ângelis
Fonte: o Consolador
22 Maio 2009
Comentários: 1

Não alegues a suposta ingratidão dos outros para desertar da Seara do bem.
Na engrenagem da vida, cada qual de nós é peça importante com funções específicas.
Considera o poder de auxiliar que te foi concedido.
Ninguém recebe o conhecimento superior tão-só para o proveito próprio.
Saibamos dividir o tesouro da compreensão em parcelas de bondade.
Recorda que te apóias no concurso de muitos corações que te escoraram, um dia, no recinto doméstico, sem aguardar o brilho de qualquer premiação.
Revisa as sendas trilhadas e redescobrirás na base da tua riqueza de espírito um amigo anônimo encanecido entre a dificuldade e abnegação, ou a assistência de um companheiro que muitas vezes te haverá desculpado as fraquezas e as incompreensões, a fim de que amadurecesses no entendimento da vida.
Reflete nisso e concluirás que Deus jamais te falhou no instante preciso.
Reconhecerás que essa mesma Divina Providência que te resguardou pelo devotamento de braços alheios, espera agora sejas a proteção dos nossos irmãos mais fracos.
Não sonegarás benevolência onde repontem agravos.
Lembrar-te-ás da Infinita Bondade do Criador, que improvisa o oásis na aridez do deserto tanto quanto cultiva o jardim na amargura do pântano, e amarás sempre, aprendendo a distribuir os talentos de tuas aquisições espirituais.
Ninguém consegue adivinhar os prodígios do amor que nascerão de um simples gesto de bondade perante um coração que as circunstâncias menos felizes relegaram por muito tempo à secura, tanto quanto ninguém pode prever a alegria dos frutos que virão de uma simples semente nobre, lançada ao solo por muito tempo largado à negligência.
*
Seja qual for o contratempo que se te erija em obstáculo na estrada a percorrer, age para o bem.
Ambientando a fé no próprio íntimo, alterou-se-te a paisagem no dia-a-dia.
Faze dela instrumento de trabalho e lâmpada acesa no caminho.
Quando assinalaste a verdade que te ilumina o espírito, tiveste o coração automaticamente induzido a integrar a legião dos companheiros do Cristo, e diante do Cristo nenhum de nós poderá esquecer-lhe a inesquecível convocação: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
Página constante do cap. 7 do livro Mediunidade e Sintonia, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada pela Federação Espírita Brasileira.
Fonte: o Consolador
Fonte: o Consolador
19 Maio 2009
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Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás nos maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vitima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás nos maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vitima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.
Página constante do cap. 1 do livro Religião dos Espíritos, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada pela Federação Espírita Brasileira.
Fonte: O Consolador
Fonte: O Consolador
15 Maio 2009
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Apascenta as minhas ovelhas... - Jesus. (João, 21:17).
Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.
Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.
Nem gritos, nem xingamentos.
Nem cadeia, nem forca.
Nem chicote, nem vara.
Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentação, nem desespero.
Pedro, apascenta as minhas ovelhas!...
Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.
Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.
Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.
Educa sempre.
Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.
Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.
Não analises, destruindo.
O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.
Alimenta a "boa parte" do teu irmão e segue para diante.
A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.
Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.
Nem gritos, nem xingamentos.
Nem cadeia, nem forca.
Nem chicote, nem vara.
Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentação, nem desespero.
Pedro, apascenta as minhas ovelhas!...
Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.
Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.
Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.
Educa sempre.
Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.
Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.
Não analises, destruindo.
O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.
Alimenta a "boa parte" do teu irmão e segue para diante.
A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.
Transcrito do cap. 19 do livro Fonte Viva, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Fonte: O Consolador
Fonte: O Consolador
12 Maio 2009
Comentários: 1
São deslumbrantes, sem dúvida, as obras colossais que o poder econômico vem produzindo, através dos tempos, remunerando artistas inspirados e técnicos incomuns, na construção de castelos monumentais e galerias suntuosas, nos quais a extravagância
atinge níveis inimagináveis de beleza e glória.
Alfombras e tapetes bordados em tecidos valiosos, ornados com ouro e pedras preciosas, lustres, taças, copos, utensílios de alto preço e espelhos de cristal artisticamente trabalhados, porcelanas finíssimas e móveis decorados com pedras
preciosas, madrepérolas e madeiras raras embutidas, mármores variados e raros, blocos imensos de calcáreos que se transformaram em estátuas de beleza inimaginável,
miniaturas e metais de todos os tipos em finas e fortes modelagens, expressam a grandeza da imaginação e da arte que, por um dia, agradam os olhos e a vaidade
dos opulentos, entediados na exorbitância do poder terreno…
Pinturas de esplêndida fidelidade aos modelos que retratam paisagens, pessoas, animais e aves, cerimônias, celebrações, guerras, fome e misérias, o belo e o feio –
emolduradas com esmero e bem elaborados caixilhos cobrem paredes forradas ou não de veludos e de damasco adornando-as, tetos trabalhados oferecem cenas fantásticas
de deuses e de anjos, de santos e de apóstolos, de mulheres inolvidáveis e de ninfas encantadoras, sobre salas, quartos, escadas de calcáreos metamorfizados e recristalizados, brilhantes e recortados…
Jardins edênicos, enfeitados por fontes e estátuas grandiosas, bosques paradisíacos, haras e cavalariças com animais puro-sangue, carruagens guarnecidas de plumas raríssimas e ouro completam os conjuntos majestosos para esses usufrutuários dos
bens terrenos, enquanto a miséria e o abandono infelicitam os camponeses, os operários esfaimados e os citadinos esquecidos, a orfandade, a velhice desconsiderada, as doenças deformantes, todos estorcegando na condição em que se encontram, olhando o desfile contínuo da insensatez e do desperdício.
Com o sangue e o suor dos oprimidos que as guerras perversas submetem, com a rapina do espólio das cidades vencidas e incendiadas com incontáveis mortos e mutilados que ficam para trás, são erguidos esses monumentos de pedras, cercados de muralhas e fossos defensivos, para que a ostentação embriague os seus habitantes enfastiados que se atiram aos banquetes intérminos e às festas voluptuosas, na busca de sensações novas, para os corpos amolentados pela sucessão de prazeres aos quais se escravizam.
Embora toda a grandeza e força política, religiosa, econômica de que dispõem, não se eximem às enfermidades, à velhice, à morte, ou quando não são assassinados antes do tempo ou arrastados pelas ruas sob o apupo daqueles mesmos que os homenageiam por um dia, e logo vêem-nos em desgraça, ante a vitória de outros sicários mais arrogantes e perversos…
O poder no mundo é como uma chama que arde enquanto o combustível a sustenta, logo deperecendo e apagando-se quando o mesmo se consome, fazendo-a brilhar.
Normalmente, os vitoriosos de um momento transformam-se nos infortunados de outro, isto quando não colocam nas faces gastas e obscenas as máscaras dos risos mentirosos e a felicidade em disfarce.
Conflitos terríveis os desgovernam interiormente, levando-os às fugas espetaculares da alucinação e dos jogos enganosos do prazer, para não terem tempo de pensar nas próprias penas e angústias que os desgovernam.
Submetem muitos áulicos e controlam os vencidos que arrastam na sua infame glória, incapazes de administrar os próprios prejuízos morais que os martirizam em silêncio insuportável.
Também se encontram em provações muito significativas de que não se dão conta, porque as têm sempre como sendo a miséria e a dor.
O poder, a fortuna, a beleza, a fama e outros artifícios que adornam as existências de alguns indivíduos são graves provas de que todos terão que dar contas ao Administrador Celeste, e, conforme a maneira como se desincumbirem, escrevem o futuro de paz ou de aflições inomináveis para eles mesmos.
Todas as criaturas humanas transitam por idênticas faixas de evolução, adquirindo as experiências iluminativas necessárias à conquista de si mesmas. Ninguém há que avance pela trilha da reencarnação em regime especial…
Deslumbras-te com as belezas dos monumentos, com a arte e o esplendor que presentam; considera, porém, que expressam a inspiração que vem do Grande Lar que os artistas captam e materializam na Terra.
Fascinas-te com a harmonia e a magnificência das obras que imortalizam os seus tutores; mas reflexiona que elas ainda são uma pálida cópia do esplendor em que se encontram no Mundo Causal.
Comovem-te esses impressionantes conjuntos de criações artísticas e passeias os olhos úmidos por esses fascinantes trabalhos; no entanto, compara-os com a delicadeza de uma pequenina flor, com a leveza de um colibri parado no ar, com o canto de um canário ou de um rouxinol, com uma folha de qualquer planta, com o milagre que consegue uma raiz arrancando da terra o de que necessita para que a vida permaneça e os fenômenos que a mantêm ocorram naturalmente.
Tudo que o poder humano consegue fazer em benefício do orgulho e do egoísmo, cedo ou tarde se transforma em patrimônio da Humanidade, queiram ou não os seus atuais proprietários, narrando a história do seu tempo, sugerindo encantamento, assinalando a evolução, promovendo o pensamento e engrandecendo a vida.
Entretanto, o hálito divino que a tudo vivifica e também impulsiona aqueles que se entregam às edificações e embelezamentos dos edifícios e santuários, dos palácios
e museus, permanece sustentando os sofredores que erguem as palhoças, as palafitas e favelas em que vivem estremunhados e a sós ou em volumosos grupos, transferindo de um para outro lugar os seres nas sucessivas reencarnações.
Sem dúvida, essas superiores expressões da arte e da beleza produzem encantamento e enobrecem a sociedade que vive à caça dos tesouros de todos os tipos, merecendo nosso respeito e nossa alta consideração.
Verdadeiros missionários do amor mergulham na roupagem carnal, em cada época, a fim de retratarem as maravilhas do Além, convidando os transeuntes da argamassa celular à superação das paixões tormentosas, para rumarem na direção da auto-iluminação, a fim de se tornarem, a seu turno, artistas da paz, da fraternidade e da luz…
Aproveita o que de beleza o mundo pode oferecer-te, de modo que amplies a capacidade de enxergar para identificar a prodigiosa maravilha que existe na Criação.
Por mais grandiosa seja a labareda pintada numa tela colossal, jamais conseguirá atear um incêndio, que modesta e insignificante fagulha consegue com facilidade.
Desse modo, luta, para que depois de conheceres algumas cópias da arte que vige no mundo espiritual, possas avaliá-la pessoalmente, após a viagem que farás quando convidado ao retorno pelo gentil anjo da morte…
Embora todas as belezas que extasiam o ser humano nas edificações terrestres, nunca te olvides das realizações morais, aquelas que exornam o Espírito com as luzes imateriais da vida transcendente.
Sofre, se estás convidado às provas dolorosas, sorrindo, porque estás libertando-te do fardo enganoso que conduziste mas que esmagou aqueles que hoje se te acercam buscando apoio…
Sorri, se te encontras no momento do júbilo, sem olvidar-te de que há muitos irmãos chorando que necessitam da tua alegria em forma de acompanhamento nas dores que padecem.
Há muita beleza na arte de ajudar e passar adiante, deixando as construções do amor e da caridade para os que vierem depois, sem pompa nem opulência corruptora transitórias…
Joanna de Ângelis
atinge níveis inimagináveis de beleza e glória.
Alfombras e tapetes bordados em tecidos valiosos, ornados com ouro e pedras preciosas, lustres, taças, copos, utensílios de alto preço e espelhos de cristal artisticamente trabalhados, porcelanas finíssimas e móveis decorados com pedras
preciosas, madrepérolas e madeiras raras embutidas, mármores variados e raros, blocos imensos de calcáreos que se transformaram em estátuas de beleza inimaginável,
miniaturas e metais de todos os tipos em finas e fortes modelagens, expressam a grandeza da imaginação e da arte que, por um dia, agradam os olhos e a vaidade
dos opulentos, entediados na exorbitância do poder terreno…
Pinturas de esplêndida fidelidade aos modelos que retratam paisagens, pessoas, animais e aves, cerimônias, celebrações, guerras, fome e misérias, o belo e o feio –
emolduradas com esmero e bem elaborados caixilhos cobrem paredes forradas ou não de veludos e de damasco adornando-as, tetos trabalhados oferecem cenas fantásticas
de deuses e de anjos, de santos e de apóstolos, de mulheres inolvidáveis e de ninfas encantadoras, sobre salas, quartos, escadas de calcáreos metamorfizados e recristalizados, brilhantes e recortados…
Jardins edênicos, enfeitados por fontes e estátuas grandiosas, bosques paradisíacos, haras e cavalariças com animais puro-sangue, carruagens guarnecidas de plumas raríssimas e ouro completam os conjuntos majestosos para esses usufrutuários dos
bens terrenos, enquanto a miséria e o abandono infelicitam os camponeses, os operários esfaimados e os citadinos esquecidos, a orfandade, a velhice desconsiderada, as doenças deformantes, todos estorcegando na condição em que se encontram, olhando o desfile contínuo da insensatez e do desperdício.
Com o sangue e o suor dos oprimidos que as guerras perversas submetem, com a rapina do espólio das cidades vencidas e incendiadas com incontáveis mortos e mutilados que ficam para trás, são erguidos esses monumentos de pedras, cercados de muralhas e fossos defensivos, para que a ostentação embriague os seus habitantes enfastiados que se atiram aos banquetes intérminos e às festas voluptuosas, na busca de sensações novas, para os corpos amolentados pela sucessão de prazeres aos quais se escravizam.
Embora toda a grandeza e força política, religiosa, econômica de que dispõem, não se eximem às enfermidades, à velhice, à morte, ou quando não são assassinados antes do tempo ou arrastados pelas ruas sob o apupo daqueles mesmos que os homenageiam por um dia, e logo vêem-nos em desgraça, ante a vitória de outros sicários mais arrogantes e perversos…
O poder no mundo é como uma chama que arde enquanto o combustível a sustenta, logo deperecendo e apagando-se quando o mesmo se consome, fazendo-a brilhar.
Normalmente, os vitoriosos de um momento transformam-se nos infortunados de outro, isto quando não colocam nas faces gastas e obscenas as máscaras dos risos mentirosos e a felicidade em disfarce.
Conflitos terríveis os desgovernam interiormente, levando-os às fugas espetaculares da alucinação e dos jogos enganosos do prazer, para não terem tempo de pensar nas próprias penas e angústias que os desgovernam.
Submetem muitos áulicos e controlam os vencidos que arrastam na sua infame glória, incapazes de administrar os próprios prejuízos morais que os martirizam em silêncio insuportável.
Também se encontram em provações muito significativas de que não se dão conta, porque as têm sempre como sendo a miséria e a dor.
O poder, a fortuna, a beleza, a fama e outros artifícios que adornam as existências de alguns indivíduos são graves provas de que todos terão que dar contas ao Administrador Celeste, e, conforme a maneira como se desincumbirem, escrevem o futuro de paz ou de aflições inomináveis para eles mesmos.
Todas as criaturas humanas transitam por idênticas faixas de evolução, adquirindo as experiências iluminativas necessárias à conquista de si mesmas. Ninguém há que avance pela trilha da reencarnação em regime especial…
***
Deslumbras-te com as belezas dos monumentos, com a arte e o esplendor que presentam; considera, porém, que expressam a inspiração que vem do Grande Lar que os artistas captam e materializam na Terra.
Fascinas-te com a harmonia e a magnificência das obras que imortalizam os seus tutores; mas reflexiona que elas ainda são uma pálida cópia do esplendor em que se encontram no Mundo Causal.
Comovem-te esses impressionantes conjuntos de criações artísticas e passeias os olhos úmidos por esses fascinantes trabalhos; no entanto, compara-os com a delicadeza de uma pequenina flor, com a leveza de um colibri parado no ar, com o canto de um canário ou de um rouxinol, com uma folha de qualquer planta, com o milagre que consegue uma raiz arrancando da terra o de que necessita para que a vida permaneça e os fenômenos que a mantêm ocorram naturalmente.
Tudo que o poder humano consegue fazer em benefício do orgulho e do egoísmo, cedo ou tarde se transforma em patrimônio da Humanidade, queiram ou não os seus atuais proprietários, narrando a história do seu tempo, sugerindo encantamento, assinalando a evolução, promovendo o pensamento e engrandecendo a vida.
Entretanto, o hálito divino que a tudo vivifica e também impulsiona aqueles que se entregam às edificações e embelezamentos dos edifícios e santuários, dos palácios
e museus, permanece sustentando os sofredores que erguem as palhoças, as palafitas e favelas em que vivem estremunhados e a sós ou em volumosos grupos, transferindo de um para outro lugar os seres nas sucessivas reencarnações.
Sem dúvida, essas superiores expressões da arte e da beleza produzem encantamento e enobrecem a sociedade que vive à caça dos tesouros de todos os tipos, merecendo nosso respeito e nossa alta consideração.
Verdadeiros missionários do amor mergulham na roupagem carnal, em cada época, a fim de retratarem as maravilhas do Além, convidando os transeuntes da argamassa celular à superação das paixões tormentosas, para rumarem na direção da auto-iluminação, a fim de se tornarem, a seu turno, artistas da paz, da fraternidade e da luz…
Aproveita o que de beleza o mundo pode oferecer-te, de modo que amplies a capacidade de enxergar para identificar a prodigiosa maravilha que existe na Criação.
Por mais grandiosa seja a labareda pintada numa tela colossal, jamais conseguirá atear um incêndio, que modesta e insignificante fagulha consegue com facilidade.
Desse modo, luta, para que depois de conheceres algumas cópias da arte que vige no mundo espiritual, possas avaliá-la pessoalmente, após a viagem que farás quando convidado ao retorno pelo gentil anjo da morte…
***
Embora todas as belezas que extasiam o ser humano nas edificações terrestres, nunca te olvides das realizações morais, aquelas que exornam o Espírito com as luzes imateriais da vida transcendente.
Sofre, se estás convidado às provas dolorosas, sorrindo, porque estás libertando-te do fardo enganoso que conduziste mas que esmagou aqueles que hoje se te acercam buscando apoio…
Sorri, se te encontras no momento do júbilo, sem olvidar-te de que há muitos irmãos chorando que necessitam da tua alegria em forma de acompanhamento nas dores que padecem.
Há muita beleza na arte de ajudar e passar adiante, deixando as construções do amor e da caridade para os que vierem depois, sem pompa nem opulência corruptora transitórias…
Joanna de Ângelis
(Pagina psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na noite de 7 de junho de 2008, após uma visita ao Château de Versailles, na cidade do mesmo nome, na residência de João Rabelo Júnior, em Paris, França.)
O Reformador 2008
O Reformador 2008
08 Maio 2009
Comentários
Pessoal, tô longe de casa, hoje é aniversário da minha mãe (parabéns mãe !!!) e segue mais um artigo para vocês...
Grande abraço
Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
“A cada um segundo as suas obras” aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos na grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno. O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progresso para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Grande abraço
Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
“A cada um segundo as suas obras” aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos na grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno. O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progresso para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém
Mensagem psicografada por Raul Teixeira, no dia 03.09.1995, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.
Em 31.01.2009.
Mensagem psicografada por Raul Teixeira, no dia 03.09.1995, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.
Em 31.01.2009.
04 Maio 2009
Comentários
Entre as virtudes, existe uma que é o carro-chefe do progresso, e poucas vezes nos damos conta disto. Essa virtude se chama humildade.
Lamentavelmente, a humildade entrou nesse carreiro de má interpretação, do mesmo modo que as pessoas interpretam mal o amor, a paz, caridade, fraternidade. Costuma-se imaginar que elas sejam quaisquer coisas, menos aquilo que de fato elas são. A humildade não escapou desse trajeto da má interpretação.
Para muita gente, ser humilde é ser covarde, é a tibieza, é a timidez.
Mas, a humildade não tem nenhum compromisso com a covardia, nem com a tibieza, nem com a timidez. Pelo contrário, a humildade é uma virtude pró-ativa, é também uma virtude ativa.
A criatura humilde não é aquela que fica esperando cair do céu, quieta, parada, que não fala, que não reclama, que não chama atenção, que não se levanta. Não. A humildade, não. A humildade é exatamente aquela que esclarece, que orienta, que ilumina, que diz sim, que diz não, sem faltar com a verdade, sem faltar com o amor.
A humildade é exatamente a trilha sobre a qual o amor se move. Ninguém consegue amar se não for humilde.
É importante pensar nisso, quando nos lembramos que a natureza nos dá exemplos notáveis dessa virtude. Basta vermos como é que o sol trata o pântano. Para qualquer pessoa à margem desse lamaçal, o pântano não passaria de um fétido, de um charco mal cheiroso. Mas o sol beija o charco, beija o pântano, drena-o e permite que sobre ele nasçam flores. Permite que sobre ele caminhem os homens.É a humildade. Ele não se preocupa se ali era lama, ele se ocupa em atender.
Percebemos que a água, medicinal por si mesma, a água pura que nos dessedenta, que dessedenta os animais, que dessedenta os vegetais, teve que atravessar as camadas mais rústicas de pedra, o filtro das pedras, para tornar-se útil, depois que atravessasse a dificuldade.
Jamais alegaria cansaço, jamais atiraria no rosto de quem a absorve, dos homens, dos animais, das plantas, o seu cansaço, o seu desgaste.
Para chegar aqui, eu tive que atravessar as camadas de pedra. Para atendê-los, eu tive que sofrer isso, ou aquilo.
As águas, não. Onde elas estão, cantarolam, refrescam, hidratam, e ninguém sabe das suas lutas para chegar até ali, para chegar à nossa mesa.
Encontramos, depois do temporal que revirou a terra, que revolveu o solo, depois que a calmaria chega, novamente os vegetais crescerem sobre tudo que sobrou.
É bonito ver a natureza mostrando essa capacidade da humildade.
Como eu vou produzir sobre dejetos? Como eu vou iluminar o lamaçal? Mas por que eu tenho que servir às pessoas depois de ter enfrentado tantas dificuldades?
O sol sobre o charco, a água vazando os minerais, as pedras, as rochas; e o vegetal crescendo sobre os escombros deixados pelo aguaceiro, pela chuva, pelos temporais.
É tão importante saber que a humildade tem essa característica de servir, mas não de calar. De servir, mas não de se omitir.
A humildade é que fez com que nós conhecêssemos pelo mundo afora, a saga de homens notáveis como Martin Luter King Jr., nos Estados Unidos, o negro que não se conformava com o apartheid social norte-americano.
Em nome da sua humildade fez uma campanha, uma marcha sobre o Estado onde está a capital do país: a marcha sobre Washington, distrito de Colúmbia.
Para falar ao país, juntou os negros, os brancos, os amarelos, todos quantos viviam na América, incomodados com aquela situação do preconceito racial.
É claro que pagou com a vida a sua humildade, mas a partir disso, o preconceito racial caiu nos Estados Unidos. Nova legislação se levantou e o único negro que tem um dia oficial nos Estados Unidos, feriado nacional, é Martin Luter King Jr.
A partir de Martin Luter King Jr., com essa movimentação nos Estados Unidos, se pôde pensar num gesto de humildade e de grandeza.
Se pensarmos bem sobre isto, aquelas pessoas que tentam passar uma imagem de que são humildes, costumam ser muito orgulhosas. Aquelas que têm orgulho da própria humildade, porque Jesus Cristo é o ponto máximo da humildade na Terra, é o grande estro da humildade.
Mas Ele não Se omitiu, não mentiu, não fugiu. Pelo contrário, por Seu amor à verdade, na hora em que os soldados chegaram, no Monte das Oliveiras, para prendê-Lo, antes que Judas Lhe desferisse o beijo, os soldados perguntaram por Ele e Ele indagou:
A quem procurais?
A Jesus de Nazaré.
Aqui o tendes, eu o sou.
Ninguém faria isto. Normalmente, a criatura humana trataria de esgueirar-se, de fugir, de desaparecer dali.
Mas a humildade de Jesus Cristo não permitia que o fizesse. Porque a humildade é uma virtude corajosa. Ela sabe que nada pode empanar a verdade. Então, é uma virtude corajosa.
Em outros momentos: Vós me chamais Mestre e Senhor e dizei-o bem, porque eu o sou.
Quantas são as pessoas, entre nós, que ficam querendo fugir das palavras elogiosas, das palavras enaltecedoras, embora gostando delas?
Se fazemos um elogio por um prato bem feito - Quem sou eu? Não sou ninguém. Não fui eu. Longe de mim.
Bastaria à pessoa, se fosse de fato humilde, agradecer:
Muito obrigado, que bom que você gostou. Fiz para você gostar.
Isso é um gesto de humildade.
Qual é a cozinheira que cozinha para que ninguém goste da sua comida? Qual a costureira que costura para que ninguém goste do seu produto? Qual é o agricultor que planta, que colhe para que ninguém compre seus produtos?
Então, quando eles começam a retirar o corpo fora, é um gesto de falsidade. Eles estão gostando dos elogios, bastaria agradecer.
E se a pessoa disser-nos alguma coisa que a gente ainda de fato não é, o elogio se tornará um incentivo para que persigamos aquela virtude e não carreguemos o peso de um elogio vazio. A humildade tem essas características.
Quem é responsável por este material?
Sou eu.
Quem foi que fez esse quadro lindo?
Fui eu.
E, se a pessoa nos cobrir de elogios, e nós saibamos que não é tanto assim, aprendamos com os Imortais a dedicar a Jesus Cristo todos os aplausos, todos os elogios, todas as palavras entusiásticas, porque é Ele o nosso estro, o nosso Mestre e a nossa inspiração.
A humildade, então, é uma atitude que se tem diante da vida.
Toda criatura que trabalha honestamente para ganhar seu pão diário, é uma pessoa humilde. Se ela não fosse uma pessoa humilde, estaria querendo explorar alguém para ganhar por ela.
Toda criatura que realiza bem o seu mister, que dá conta do seu trabalho, que se preocupa em concluí-lo bem, em agradar a quem o requisitou, é uma pessoa humilde, porque gostaria de que os outros levassem uma boa imagem e gostassem do seu trabalho.
Quantas, quantas foram as vezes em que Jesus Cristo Se manifestou assumindo posições:
Eu sou o médico das almas. Eu sou o caminho, eu sou a verdade, eu sou a vida e ninguém chegará ao Pai, se não for por mim.
Imaginemos se, em nome da humildade, Jesus Cristo Se houvesse omitido: Não, não sou eu o caminho. Não, não sou eu.
Para onde os discípulos iriam? Para quem eles iriam, a quem buscariam?
Por isso, vale a pena na nossa vida assumirmos posições. Mas isso não será indício de vaidade? Não, será indício de verdade. Aquilo que é de nossa responsabilidade, nós assumimos e aquilo que é da responsabilidade do outro, nós dirigimos a outro:
Não, muito obrigado pelo elogio, mas quem fez foi ele. Muito obrigado, mas quem fez foi ela, isso não é obra minha.
Essa é a verdade da humildade. Quem não é humilde costuma apanhar os louros dos outros para si. Está numa equipe em que todos trabalharam e ele assume para ele as glórias, o louro, e não explicita que os seus companheiros participaram.
A humildade - temos que focalizar bem esta virtude, porque ela é o grande dínamo impulsionador do nosso progresso humano.
Lamentavelmente, a humildade entrou nesse carreiro de má interpretação, do mesmo modo que as pessoas interpretam mal o amor, a paz, caridade, fraternidade. Costuma-se imaginar que elas sejam quaisquer coisas, menos aquilo que de fato elas são. A humildade não escapou desse trajeto da má interpretação.
Para muita gente, ser humilde é ser covarde, é a tibieza, é a timidez.
Mas, a humildade não tem nenhum compromisso com a covardia, nem com a tibieza, nem com a timidez. Pelo contrário, a humildade é uma virtude pró-ativa, é também uma virtude ativa.
A criatura humilde não é aquela que fica esperando cair do céu, quieta, parada, que não fala, que não reclama, que não chama atenção, que não se levanta. Não. A humildade, não. A humildade é exatamente aquela que esclarece, que orienta, que ilumina, que diz sim, que diz não, sem faltar com a verdade, sem faltar com o amor.
A humildade é exatamente a trilha sobre a qual o amor se move. Ninguém consegue amar se não for humilde.
É importante pensar nisso, quando nos lembramos que a natureza nos dá exemplos notáveis dessa virtude. Basta vermos como é que o sol trata o pântano. Para qualquer pessoa à margem desse lamaçal, o pântano não passaria de um fétido, de um charco mal cheiroso. Mas o sol beija o charco, beija o pântano, drena-o e permite que sobre ele nasçam flores. Permite que sobre ele caminhem os homens.É a humildade. Ele não se preocupa se ali era lama, ele se ocupa em atender.
Percebemos que a água, medicinal por si mesma, a água pura que nos dessedenta, que dessedenta os animais, que dessedenta os vegetais, teve que atravessar as camadas mais rústicas de pedra, o filtro das pedras, para tornar-se útil, depois que atravessasse a dificuldade.
Jamais alegaria cansaço, jamais atiraria no rosto de quem a absorve, dos homens, dos animais, das plantas, o seu cansaço, o seu desgaste.
Para chegar aqui, eu tive que atravessar as camadas de pedra. Para atendê-los, eu tive que sofrer isso, ou aquilo.
As águas, não. Onde elas estão, cantarolam, refrescam, hidratam, e ninguém sabe das suas lutas para chegar até ali, para chegar à nossa mesa.
Encontramos, depois do temporal que revirou a terra, que revolveu o solo, depois que a calmaria chega, novamente os vegetais crescerem sobre tudo que sobrou.
É bonito ver a natureza mostrando essa capacidade da humildade.
Como eu vou produzir sobre dejetos? Como eu vou iluminar o lamaçal? Mas por que eu tenho que servir às pessoas depois de ter enfrentado tantas dificuldades?
O sol sobre o charco, a água vazando os minerais, as pedras, as rochas; e o vegetal crescendo sobre os escombros deixados pelo aguaceiro, pela chuva, pelos temporais.
É tão importante saber que a humildade tem essa característica de servir, mas não de calar. De servir, mas não de se omitir.
A humildade é que fez com que nós conhecêssemos pelo mundo afora, a saga de homens notáveis como Martin Luter King Jr., nos Estados Unidos, o negro que não se conformava com o apartheid social norte-americano.
Em nome da sua humildade fez uma campanha, uma marcha sobre o Estado onde está a capital do país: a marcha sobre Washington, distrito de Colúmbia.
Para falar ao país, juntou os negros, os brancos, os amarelos, todos quantos viviam na América, incomodados com aquela situação do preconceito racial.
É claro que pagou com a vida a sua humildade, mas a partir disso, o preconceito racial caiu nos Estados Unidos. Nova legislação se levantou e o único negro que tem um dia oficial nos Estados Unidos, feriado nacional, é Martin Luter King Jr.
* * *
A partir de Martin Luter King Jr., com essa movimentação nos Estados Unidos, se pôde pensar num gesto de humildade e de grandeza.
Se pensarmos bem sobre isto, aquelas pessoas que tentam passar uma imagem de que são humildes, costumam ser muito orgulhosas. Aquelas que têm orgulho da própria humildade, porque Jesus Cristo é o ponto máximo da humildade na Terra, é o grande estro da humildade.
Mas Ele não Se omitiu, não mentiu, não fugiu. Pelo contrário, por Seu amor à verdade, na hora em que os soldados chegaram, no Monte das Oliveiras, para prendê-Lo, antes que Judas Lhe desferisse o beijo, os soldados perguntaram por Ele e Ele indagou:
A quem procurais?
A Jesus de Nazaré.
Aqui o tendes, eu o sou.
Ninguém faria isto. Normalmente, a criatura humana trataria de esgueirar-se, de fugir, de desaparecer dali.
Mas a humildade de Jesus Cristo não permitia que o fizesse. Porque a humildade é uma virtude corajosa. Ela sabe que nada pode empanar a verdade. Então, é uma virtude corajosa.
Em outros momentos: Vós me chamais Mestre e Senhor e dizei-o bem, porque eu o sou.
Quantas são as pessoas, entre nós, que ficam querendo fugir das palavras elogiosas, das palavras enaltecedoras, embora gostando delas?
Se fazemos um elogio por um prato bem feito - Quem sou eu? Não sou ninguém. Não fui eu. Longe de mim.
Bastaria à pessoa, se fosse de fato humilde, agradecer:
Muito obrigado, que bom que você gostou. Fiz para você gostar.
Isso é um gesto de humildade.
Qual é a cozinheira que cozinha para que ninguém goste da sua comida? Qual a costureira que costura para que ninguém goste do seu produto? Qual é o agricultor que planta, que colhe para que ninguém compre seus produtos?
Então, quando eles começam a retirar o corpo fora, é um gesto de falsidade. Eles estão gostando dos elogios, bastaria agradecer.
E se a pessoa disser-nos alguma coisa que a gente ainda de fato não é, o elogio se tornará um incentivo para que persigamos aquela virtude e não carreguemos o peso de um elogio vazio. A humildade tem essas características.
Quem é responsável por este material?
Sou eu.
Quem foi que fez esse quadro lindo?
Fui eu.
E, se a pessoa nos cobrir de elogios, e nós saibamos que não é tanto assim, aprendamos com os Imortais a dedicar a Jesus Cristo todos os aplausos, todos os elogios, todas as palavras entusiásticas, porque é Ele o nosso estro, o nosso Mestre e a nossa inspiração.
A humildade, então, é uma atitude que se tem diante da vida.
Toda criatura que trabalha honestamente para ganhar seu pão diário, é uma pessoa humilde. Se ela não fosse uma pessoa humilde, estaria querendo explorar alguém para ganhar por ela.
Toda criatura que realiza bem o seu mister, que dá conta do seu trabalho, que se preocupa em concluí-lo bem, em agradar a quem o requisitou, é uma pessoa humilde, porque gostaria de que os outros levassem uma boa imagem e gostassem do seu trabalho.
Quantas, quantas foram as vezes em que Jesus Cristo Se manifestou assumindo posições:
Eu sou o médico das almas. Eu sou o caminho, eu sou a verdade, eu sou a vida e ninguém chegará ao Pai, se não for por mim.
Imaginemos se, em nome da humildade, Jesus Cristo Se houvesse omitido: Não, não sou eu o caminho. Não, não sou eu.
Para onde os discípulos iriam? Para quem eles iriam, a quem buscariam?
Por isso, vale a pena na nossa vida assumirmos posições. Mas isso não será indício de vaidade? Não, será indício de verdade. Aquilo que é de nossa responsabilidade, nós assumimos e aquilo que é da responsabilidade do outro, nós dirigimos a outro:
Não, muito obrigado pelo elogio, mas quem fez foi ele. Muito obrigado, mas quem fez foi ela, isso não é obra minha.
Essa é a verdade da humildade. Quem não é humilde costuma apanhar os louros dos outros para si. Está numa equipe em que todos trabalharam e ele assume para ele as glórias, o louro, e não explicita que os seus companheiros participaram.
A humildade - temos que focalizar bem esta virtude, porque ela é o grande dínamo impulsionador do nosso progresso humano.
Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 126, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 19.10.2008.
Em 02.02.2009.
Em 02.02.2009.
01 Maio 2009
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O nosso planeta é um corpo vivo solto no espaço. E, certamente este nosso planeta há passado por incontáveis transformações. Por ser um corpo vivo, está em processo de evolução permanente, de amadurecimento.
E por ser um corpo vivo e por estar nesse processo de amadurecimento, nós presenciamos a cada dia, tudo quanto vem ocorrendo com o nosso querido planeta terrestre. As suas transformações são incontáveis. A Terra é um mundo em transformações.
Basta pensarmos que aqui nós temos vivido transformações de variadas ordens. Há transformações geográficas. Naturalmente, quando pensamos nessas transformações geográficas, pensamos em transformações geopolíticas porque, afinal de contas, ainda nos lembramos bem da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Depois do extermínio do comunismo por Gorbatchev, a União Soviética desapareceu.
Tomba o regime, cai o muro de Berlim, acabam-se todas as pressões e o Portal de Brandenburg se abre para que as duas Alemanhas pudessem se confraternizar.
Mudanças geopolíticas porque, agora, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se distribue, se racha, se parte nas suas Repúblicas componentes. Antes, pelo regime da força, ali estavam todos juntos. Depois abriu-se o sistema e a Rússia tomou a hegemonia da região, mas a União Soviética desapareceu.
Mas, se nós pensarmos nessa linha geopolítica, olhamos para os Bálcãs e verificamos que, com a morte do General Tito, desaparecem todos aqueles sistemas hegemônicos, e a Iugoslávia abre espaço para que surjam Montenegro, Sarajevo, várias outras Repúblicas. E o mundo se modifica outra vez, geopoliticamente.
Guerras, transformações, conflitos... Mas, se pensarmos em termos geológicos, o nosso planeta é um corpo ainda muito virgem. A Terra tem poucos milhões de anos. Para um corpo sideral é muito pouco tempo.
Basta pensarmos que ainda temos no coração do planeta, no cerne planetário, substâncias liquefeitas, substâncias em processos viscosos.Temos o nife, essa composição de níquel e de ferro, quase líquida. E, totalmente líquidas outras mais internas, pela temperatura exagerada da intimidade planetária.
É graças a isso, que nós ainda encontramos na Terra os vulcões. O que são os vulcões senão válvulas de escape, para que o planeta não estoure, sob as pressões internas dessas substâncias liquefeitas e quentes?
Os vulcões permitem que o esvurmar dessas substâncias possa dar à Terra um alívio, em sua pressão interior.
Encontramos na Terra, em função dessas camadas liquefeitas da sua intimidade, as camadas que se solidificaram sobre a parte liquefeita. E por isso encontramos as chamadas placas tectônicas: a parte sólida sobre essa parte líquida ou viscosa, essa massa em alta temperatura da intimidade do planeta.
Quando pensamos assim, começamos a compreender que, se existe uma quantidade líquida no miolo do planeta, e sobre ela está a parte sólida, qualquer movimento da parte líquida impõe movimentos à parte sólida.
Essas placas tectônicas se movem, e se move tudo que está sobre elas. É por isso que tremem edifícios, ruem pontes, desabam construções.
Quando essa camada líquida se move e as placas tectônicas se agitam nos fundos dos mares, as ondas agigantadas da intimidade dos mares se pronunciam, e quando chegam na superfície, nós encontramos os fenômenos notáveis que deram origem a um nome novo para o ocidente, as tsunamis. Graças ao movimento geológico, graças ao movimento planetário, graças a essa expressão de vida que a Terra demonstra em cada momento As nossas transformações planetárias são incalculavelmente importantes.
É por causa disso que nós deveremos estar sempre atentos à condição de vida do planeta, às manifestações de vida do mundo em que vivemos, para que possamos compreender a razão pela qual tantas outras coisas se vão dando, ao longo do tempo de existência do nosso mundo.
Esses maremotos, essas tsunamis fazem parte desse processo natural do planeta. E temos, ao lado dos terremotos, das tsunamis e dos vulcões, os furacões, os grandes ventos, os tornados, todo um movimento planetário que permite a existência desses fenômenos geoclimáticos.
A partir daí, vale a pena pensar que, se nós estamos sobre este planeta que se movimenta, que se transforma, que se agita em suas entranhas, considerando que Deus, o Criador, jamais erra, existem razões ponderáveis para que nós estejamos aqui renascidos sobre este planeta, para que nós vivamos aqui sobre o solo planetário.
E é por causa disso que verificamos o tipo de Espíritos que somos nós aqui na Terra. Como é que nós agimos e reagimos na nossa convivência com o mundo?
Somos ainda criaturas de índole um tanto ríspida. Guerreamos, somos belicosos, carregamos ainda essas marcas da beligerância em nossas atitudes. Ainda vivemos a falta de fraternidade, a traição contra amigos, familiares, entes queridos, a soberba, a vaidade.
Ainda carregamos na Terra essas marcas tremendas do orgulho individual, do orgulho familiar, do orgulho social e, óbvio que essas manifestações do nosso caráter dizem porque é que nós estamos aqui, num mundo em processo de amadurecimento, num planeta em processo de maturação.
Por que? Porque esses fenômenos que ocorrem no mundo, eles teriam que ocorrer. A Terra está amadurecendo, põe para fora seus produtos, treme nas suas bases.
Mas, nós, os humanos que estamos matriculados neste planeta, estamos aqui por razões muito especiais. A Divindade pretende que nós nos aproveitemos dessa realidade planetária para desenvolver muitas coisas que precisamos desenvolver: nosso conhecimento científico, nosso conhecimento tecnológico. Para que nós possamos nos desenvolver em termos morais, a partir dessas circunstâncias.
Graças aos fenômenos metereológicos do nosso mundo, a metereologia vem se desenvolvendo, capaz de dizer quando vai chover, a quantidade de chuva, quanto tempo vai durar; quando vai nevar, nas regiões onde neva, qual é a quantidade, qual é o tipo de neve, quanto tempo vai durar, para que as comunidades se previnam, principalmente as comunidades que têm plantações.
A nossa tecnologia vem se desenvolvendo a tal ponto, que já existem os sismógrafos, aparelhos capazes de detectar esses tremores de terra e avaliar quando é que esse tremor chegará onde o pesquisador se encontra.
Daí, nós vamos verificando que as transformações por que passa o planeta também têm o sentido de permitir à criatura humana o seu amadurecimento científico, tecnológico, emocional, moral.
Se nós pudermos pensar nessas transformações tecnológicas pelas quais tem passado nosso planeta, verificaremos coisas maravilhosas, principalmente no campo da informática.
E nos damos conta de que, na década dos quarenta do século XX, década de 1950, o mundo começou a ouvir falar de cérebros eletrônicos. A construção de Norberto Winer foi de ordem magnífica, porque ele pensou em construir uma máquina que pudesse realizar operações como o cérebro humano realiza.
Ele quis imitar o nosso sistema nervoso central. Por isso, a máquina se chamou cérebro eletrônico. Cabia em dois andares de um prédio. Hoje, nós encontramos os computadores de tal forma aprimorados, de tal modo aperfeiçoados, que cabem na palma da nossa mão.
Carregamos um aparelho que é, ao mesmo tempo, telefone celular, fax, televisão, máquina fotográfica, e até consegue falar, tão aprimorados estão os computadores.
Os satélites que a criatura humana mandou para rodear a Terra, como o Hubble, que manda fotografias do Cosmo alcançável, a cada décimo, milésimo, centésimo de segundo, para que a NASA possa saber o que se passa, para que as estações espaciais possam acompanhar o movimento do nosso planeta.
Deus pretende que com esses recursos nós evoluamos, nós cresçamos.
A Terra é um mundo vivo, é um corpo vivo que se agita, e nós, Espíritos nascidos nele, vivendo sobre ele, precisamos aprender a evoluir, crescer e amadurecer para Deus.
E por ser um corpo vivo e por estar nesse processo de amadurecimento, nós presenciamos a cada dia, tudo quanto vem ocorrendo com o nosso querido planeta terrestre. As suas transformações são incontáveis. A Terra é um mundo em transformações.
Basta pensarmos que aqui nós temos vivido transformações de variadas ordens. Há transformações geográficas. Naturalmente, quando pensamos nessas transformações geográficas, pensamos em transformações geopolíticas porque, afinal de contas, ainda nos lembramos bem da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Depois do extermínio do comunismo por Gorbatchev, a União Soviética desapareceu.
Tomba o regime, cai o muro de Berlim, acabam-se todas as pressões e o Portal de Brandenburg se abre para que as duas Alemanhas pudessem se confraternizar.
Mudanças geopolíticas porque, agora, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se distribue, se racha, se parte nas suas Repúblicas componentes. Antes, pelo regime da força, ali estavam todos juntos. Depois abriu-se o sistema e a Rússia tomou a hegemonia da região, mas a União Soviética desapareceu.
Mas, se nós pensarmos nessa linha geopolítica, olhamos para os Bálcãs e verificamos que, com a morte do General Tito, desaparecem todos aqueles sistemas hegemônicos, e a Iugoslávia abre espaço para que surjam Montenegro, Sarajevo, várias outras Repúblicas. E o mundo se modifica outra vez, geopoliticamente.
Guerras, transformações, conflitos... Mas, se pensarmos em termos geológicos, o nosso planeta é um corpo ainda muito virgem. A Terra tem poucos milhões de anos. Para um corpo sideral é muito pouco tempo.
Basta pensarmos que ainda temos no coração do planeta, no cerne planetário, substâncias liquefeitas, substâncias em processos viscosos.Temos o nife, essa composição de níquel e de ferro, quase líquida. E, totalmente líquidas outras mais internas, pela temperatura exagerada da intimidade planetária.
É graças a isso, que nós ainda encontramos na Terra os vulcões. O que são os vulcões senão válvulas de escape, para que o planeta não estoure, sob as pressões internas dessas substâncias liquefeitas e quentes?
Os vulcões permitem que o esvurmar dessas substâncias possa dar à Terra um alívio, em sua pressão interior.
Encontramos na Terra, em função dessas camadas liquefeitas da sua intimidade, as camadas que se solidificaram sobre a parte liquefeita. E por isso encontramos as chamadas placas tectônicas: a parte sólida sobre essa parte líquida ou viscosa, essa massa em alta temperatura da intimidade do planeta.
Quando pensamos assim, começamos a compreender que, se existe uma quantidade líquida no miolo do planeta, e sobre ela está a parte sólida, qualquer movimento da parte líquida impõe movimentos à parte sólida.
Essas placas tectônicas se movem, e se move tudo que está sobre elas. É por isso que tremem edifícios, ruem pontes, desabam construções.
Quando essa camada líquida se move e as placas tectônicas se agitam nos fundos dos mares, as ondas agigantadas da intimidade dos mares se pronunciam, e quando chegam na superfície, nós encontramos os fenômenos notáveis que deram origem a um nome novo para o ocidente, as tsunamis. Graças ao movimento geológico, graças ao movimento planetário, graças a essa expressão de vida que a Terra demonstra em cada momento As nossas transformações planetárias são incalculavelmente importantes.
É por causa disso que nós deveremos estar sempre atentos à condição de vida do planeta, às manifestações de vida do mundo em que vivemos, para que possamos compreender a razão pela qual tantas outras coisas se vão dando, ao longo do tempo de existência do nosso mundo.
* * *
Esses maremotos, essas tsunamis fazem parte desse processo natural do planeta. E temos, ao lado dos terremotos, das tsunamis e dos vulcões, os furacões, os grandes ventos, os tornados, todo um movimento planetário que permite a existência desses fenômenos geoclimáticos.
A partir daí, vale a pena pensar que, se nós estamos sobre este planeta que se movimenta, que se transforma, que se agita em suas entranhas, considerando que Deus, o Criador, jamais erra, existem razões ponderáveis para que nós estejamos aqui renascidos sobre este planeta, para que nós vivamos aqui sobre o solo planetário.
E é por causa disso que verificamos o tipo de Espíritos que somos nós aqui na Terra. Como é que nós agimos e reagimos na nossa convivência com o mundo?
Somos ainda criaturas de índole um tanto ríspida. Guerreamos, somos belicosos, carregamos ainda essas marcas da beligerância em nossas atitudes. Ainda vivemos a falta de fraternidade, a traição contra amigos, familiares, entes queridos, a soberba, a vaidade.
Ainda carregamos na Terra essas marcas tremendas do orgulho individual, do orgulho familiar, do orgulho social e, óbvio que essas manifestações do nosso caráter dizem porque é que nós estamos aqui, num mundo em processo de amadurecimento, num planeta em processo de maturação.
Por que? Porque esses fenômenos que ocorrem no mundo, eles teriam que ocorrer. A Terra está amadurecendo, põe para fora seus produtos, treme nas suas bases.
Mas, nós, os humanos que estamos matriculados neste planeta, estamos aqui por razões muito especiais. A Divindade pretende que nós nos aproveitemos dessa realidade planetária para desenvolver muitas coisas que precisamos desenvolver: nosso conhecimento científico, nosso conhecimento tecnológico. Para que nós possamos nos desenvolver em termos morais, a partir dessas circunstâncias.
Graças aos fenômenos metereológicos do nosso mundo, a metereologia vem se desenvolvendo, capaz de dizer quando vai chover, a quantidade de chuva, quanto tempo vai durar; quando vai nevar, nas regiões onde neva, qual é a quantidade, qual é o tipo de neve, quanto tempo vai durar, para que as comunidades se previnam, principalmente as comunidades que têm plantações.
A nossa tecnologia vem se desenvolvendo a tal ponto, que já existem os sismógrafos, aparelhos capazes de detectar esses tremores de terra e avaliar quando é que esse tremor chegará onde o pesquisador se encontra.
Daí, nós vamos verificando que as transformações por que passa o planeta também têm o sentido de permitir à criatura humana o seu amadurecimento científico, tecnológico, emocional, moral.
Se nós pudermos pensar nessas transformações tecnológicas pelas quais tem passado nosso planeta, verificaremos coisas maravilhosas, principalmente no campo da informática.
E nos damos conta de que, na década dos quarenta do século XX, década de 1950, o mundo começou a ouvir falar de cérebros eletrônicos. A construção de Norberto Winer foi de ordem magnífica, porque ele pensou em construir uma máquina que pudesse realizar operações como o cérebro humano realiza.
Ele quis imitar o nosso sistema nervoso central. Por isso, a máquina se chamou cérebro eletrônico. Cabia em dois andares de um prédio. Hoje, nós encontramos os computadores de tal forma aprimorados, de tal modo aperfeiçoados, que cabem na palma da nossa mão.
Carregamos um aparelho que é, ao mesmo tempo, telefone celular, fax, televisão, máquina fotográfica, e até consegue falar, tão aprimorados estão os computadores.
Os satélites que a criatura humana mandou para rodear a Terra, como o Hubble, que manda fotografias do Cosmo alcançável, a cada décimo, milésimo, centésimo de segundo, para que a NASA possa saber o que se passa, para que as estações espaciais possam acompanhar o movimento do nosso planeta.
Deus pretende que com esses recursos nós evoluamos, nós cresçamos.
A Terra é um mundo vivo, é um corpo vivo que se agita, e nós, Espíritos nascidos nele, vivendo sobre ele, precisamos aprender a evoluir, crescer e amadurecer para Deus.
Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 133, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 12.10.2008.
Em 02.02.2009.
Em 02.02.2009.










