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12 agosto 2019

11 agosto 2019

10 agosto 2019

12 agosto 2019

Entrevista inédita sobre o filme Divaldo, o Mensageiro da Paz


Entrevista inédita realizada com Sidney Girão, da Estação Luz, uma das produtoras do filme Divaldo, o Mensageiro da Paz.

1) Após a biografia de Bezerra de Menezes e coautoria de Chico Xavier, como a Estação Luz encarou o desafio de retratar o médium Divaldo Franco nos cinemas?

Divaldo sempre apoiou os projetos da Estação Luz Filmes e desde o início de nossas atividades tínhamos vontade de contar na telona a história desse grande ser humano. Esse Filme foi realizado com a colaboração de muitas mãos.

2) Qual a principal motivação para fazer um filme sobre Divaldo Franco?

A nossa expectativa é de ter retrato Divaldo como ele merece. De disseminar o exemplo desse inspirador ser humano para o maior número de pessoas possíveis. Se serão muitas ou poucas a irem para o cinema, eu não sei. Seja feito a vontade de Deus!

3) O elenco nos traz alguns conhecidos e boas surpresas. Como foi a escolha dos atores para papéis tão especiais?

O Elenco foi montado a várias mãos. Clovis foi muito feliz em suas sugestões. Impressionante a empatia dos atores em contar a história do Divaldo.

4) Que curiosidades das gravações poderíamos antecipar ao público?

Creio que a principal é termos a participação do Divaldo.

5) O filme foi baseado na obra Divaldo Franco – A trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos, uma biografia de Ana Landi. Dentre tantos fatos, como foi o processo de definição das principais partes a serem retratadas nesta adaptação?

O Filme foi inspirado no livro da Landi, consultamos outras biografias e o melhor foi ter escutado os relatos de vida do próprio Divaldo. O roteiro foi montado com o apoio de pessoas que conhecem Divaldo na intimidade e é claro, ele mesmo aprovou.

6) Deixe uma mensagem final a todos, espíritas e não espíritas, a irem às salas de cinema no dia 12 de setembro?

Com duas horas de duração, Divaldo – O mensageiro da Paz é um Filme que agrada a todas as religiões. Consideramos uma das melhores produções que estivemos envolvidos. Produzimos um Filme com muito carinho e respeito. Esses fatores nos deixam muito confortáveis em convidar a todos a estarem presentes a partir do dia 12 de setembro nos cinemas de todo o Brasil.

11 agosto 2019

Hoje sou seu pai

Meu filho. A manhã está linda lá fora.

O sol vigoroso, que parecia ter esquecido de brilhar nas últimas horas, em verdade nunca nos deixou.

Viramos o rosto, giramos a Terra, para que a noite embalasse nossos sonhos e nos restituísse a vitalidade.

Tanto o dia como a noite são nossos mestres.

Enquanto a alvorada nos convida ao recomeço, à nova chance, o breu é pedido de recolhimento e reflexão.

Enquanto o astro rei ilumina nosso caminho, prevenindo perigos, a lua nova comanda a prova e nos faz criar lucidez própria.

No entanto, você poderá perguntar: mas, e quando as nuvens cobrirem o sol? Quando chegarem os dias molhados de escuridão? Como poderei prever as ameaças do caminho? Como terei de volta o vigor da alma encharcada de chuva?

Nesses dias então, filho, eu serei o seu guia. Serei uma espécie de candeia, de luz acanhada, por certo - pois ainda estou aprendendo a ser sol - mas que será suficiente para suportar a breve caminhada pelas trevas.

Breve. Toda caminhada pela escuridão pode ser breve, se fizermos pequenos esforços.

A nebulosidade não dura mais do que o necessário e logo haverá um novo raiar.

Temos muitas certezas na vida, ao contrário do que você pode ouvir por aí.

Certeza de poder aprender, certeza de poder sorrir, certeza de poder amar e ainda, a certeza de que não há fim para nenhum amor.

Hoje sou seu pai. Recebi essa missão com muita honra. Espero poder ser parte desse solo fecundo que lhe cerca e estrutura o ser.

O crescimento é seu, a árvore, as flores e os frutos serão seus.

Não vim para colher ou me saciar com saborosos alimentos de arvoredos. Vim para ser adubo, para ser base.

Entendo que quanto mais você crescer em direção ao azul, mais longe do meu chão parecerá. Porém, sempre estaremos conectados de alguma forma.

Um laço de amor verdadeiro é como uma raiz debaixo da terra, escondida, discreta, entretanto, vigorosa, necessária e pulsante.

Meu filho, a manhã está linda lá fora, e sempre bela dentro de mim, pois hoje posso ser seu pai.

* * *

Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência.

Evidentemente as técnicas psicológicas e a metodologia da educação tornam-se fatores nobres para o êxito desse cometimento.

Entretanto, o amor – que tem escasseado nos processos modernos da educação com lamentáveis resultados – possui os elementos essenciais para o feliz propósito.

Não deixemos de lado os deveres nobres que nos permitem amar como nunca antes amamos.

Somos almas infantis ainda, aprendendo sobre esse sentimento solar.

Cada instante, cada manhã e cada dia ao lado dos nossos filhos são tesouros da alma, que jamais iremos deixar de ter.

Estejamos sempre ao lado deles, nas experiências de sol e de chuva.

A paternidade e a maternidade são escolas magníficas ao nosso dispor. Abracemos essa oportunidade com todas as nossas forças.

Não poupemos esforços na educação dos tesouros chamados filhos.


Redação do Momento Espírita, com citação do poema Ao meu filho, de Andrey Cechelero e do cap. 14, do livro S.O.S. Família, por Espíritos Diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 9.8.2019.

10 agosto 2019

Prospera no trabalho

Com toda a certeza, o ser humano estranha, ainda agora, o fato de ter que trabalhar para atender as necessidades da vida material.

Muitos, visivelmente agastados, questionam-se, tanto quanto indagam a terceiros, sobre quem tem a autoria do trabalho.

Um pouco de atenção, contudo,levar-nos- á e aos questionadores, bem como aos que demonstram ojeriza ao trabalho, à compreensão de que o trabalho é uma das bem-aventuradas leis de Deus, ainda que muitos mantenham sua indisposição a qualquer tipo de ocupação útil. Foi o Criador da Vida, sem embargo, o criador do trabalho.

Recordemo-nos de que o Cristo afirmou que o Pai Celestial trabalhava sempre, e que Ele trabalhava também.

Assim, longe de ser um ato lamentável ou algo doloroso, é o trabalho uma das grandes oportunidades para que a criatura humana se desenvolva e se aproxime do Senhor dos Mundos. Temos na Terra diferentes modos de realizar trabalho.

O trabalho de iluminação intelectual, que impõe vontade e disciplina, regularidade e disposição para realizá-lo.

O trabalho de renovação do universo cultural, que exige amadurecimento e sensibilidade, a fim de que a alma se assenhoreia desses valores.

O trabalho na gleba terrena, onde se desatam as folhas verdes e os grãos, que precisam de quem conheça o ofício de adubar, de podar e de regar, para que não se mutile o vegetal.

O trabalho de lavrar a madeira ou o ferro, com ancinhos e formões, serrotes e martelos, com forjas, bigornas e tornos, o que exige prudência e imaginação, para que se leve a cabo a empreitada.

O trabalho de projetar, calcular e construir a morada humana, por meio da criatividade da arquitetura, da lucidez do cálculo e da força muscular, o que somente se consegue após longos anos de bancos escolares e de experiências com as várias combinações e traçados dos materiais.

O trabalho realizado no mundo, portanto, apresenta-se como recurso indispensável para que se possa conquistar tanto os valores da teoria quanto os dotes experimentais.

Não foi sem sentido que os nobres Mensageiros da humanidade ensinaram que toda ocupação útil é trabalho.

Pobre de quem somente vê o trabalho como fonte de ganhos e de lucros pecuniários.

Triste de quem não consegue ver no trabalho, que ilumina a mente e faz crescer a alma ou que fortifica a musculatura e honra a existência, a forma feliz de o homem conseguir prestar serviço ao semelhante, o que redunda em favor de si mesmo.

É por esses motivos que nos devemos lançar no aprimoramento da alma e do corpo, por meio do trabalho, quer dizer, de toda e qualquer ação de utilidade que venhamos a desenvolver na Terra.

Adotemos, pois, os bons costumes de gostar de ler, de estudar, de tocar um instrumento, de desenvolver ciências e artes, ao mesmo tempo que nos cabe forjar luz na mente e no coração, a fim de que o Cristo passe a pulsar em nossas atitudes, fale com nossas palavras e brilhe na luz projetada dos nossos raciocínios e sentimentos.

Seja qual for a luta a enfrentar na Terra, não deveremos deixar de desenvolver, em nós e em redor de nós, o hábito por demais salutar de servir por meio do trabalho que possamos realizar.

Trabalho sempre, eis a nossa meta para que nos acerquemos sempre mais do nosso Pai Criador.

Guilherme March
Psicografia de Raul Teixeira, em 21.5.2009,
no Instituto Espírita Bezerra de Menezes,
em Niterói, RJ.
Em 25.9.2018

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