O suicídio não é a solução, ao contrário, ele vai levar você a um sofrimento muito mais intenso, muito mais doloroso a ponto de você querer morrer de verdade, mas não será mais possível porque a vida é eterna, você não morre nunca e aonde você for sua dor seguirá junto.
 
O suicida acredita que seus problemas não têm mais solução. Está mergulhado tão fundo nos pensamentos negativos que o mundo e os problemas tomam uma dimensão gigantesca e ele pensa que a melhor saída é se matar. Ele quer se livrar da dor, mas isso não será possível. 

Depois da morte, quando o suicida acordar no mundo espiritual vai se ver num lugar terrível, rodeado de espíritos atormentados iguais ou piores que ele, sentindo tudo o que sentia, só que dez vezes mais ampliado. Depois da morte, fora do corpo, sem a influência da matéria os nossos sentimentos assumem proporções enormes e a angústia, o desespero, a tristeza, o desencanto que levaram a pessoa a se matar irão prosseguir dez vezes mais intensos. 

Depois de muitos anos nesse estado, quando são resgatados pelos espíritos de luz, não conseguem ficar bem no mundo espiritual e precisarão reencarnar o mais rápido possível. Primeiro vai renascer num corpo cheio de problemas de saúde, terá vida curta e limitada e mesmo que tenha vida longa o corpo apresentará problemas genéticos irreversíveis. Depois disso voltarão a reencarnar num corpo sadio, mas terá que enfrentar o mesmo problema que o levou a se matar, em idêntica situação, para resistir e ser forte, vencendo-o.

Por isso, por pior que seja um problema, por mais dolorosa que seja uma situação, é muito melhor prosseguir aqui do que tirar a própria vida. Não tenham dúvidas nenhuma quanto a isso.

Seja o que for que você esteja enfrentando, pode ter a certeza de que há uma solução, mesmo que você não enxergue nenhuma. Um dos maiores desesperos do suicida é descobrir que a situação que o estava infelicitando logo iria se resolver, mas sua rebeldia diante dos fatos o fez desistir da vida há poucos momentos em que a solução esperada iria acontecer.

Se você está com pensamentos suicidas, pense em tudo isso que acabou de ler e lembre-se: não existe problema sem solução porque a vida não joga para perder. É você que, iludido pelo imediatismo, não consegue ver, mas com certeza a solução está lá.


Alguns países têm reconhecido o direito ao casamento entre os homossexuais, inclusive o direito à herança. O que pensar disso?
 
livro divaldo responde vol.2 Reposta de Divaldo Franco: Parece-me uma atitude de justiça. Se dois indivíduos, pouco importa o sexo em que se apresentem, associam-se em qualquer tipo de empresa, os resultados devem ser idênticos. Se o indivíduo tem um relacionamento homossexual, procura dar apoio psicológico, contribuir para a vivência desse novo clã, é natural que possa ter o seu relacionamento legalizado do ponto de vista moral, e que os direitos de herança sejam transferidos para aquele que é o seu colaborador, masculino ou feminino.
 
Isso, para mim, significa um avanço da cultura, das doutrinas do comportamento, da civilização, porque não é pelo fato de a sociedade reconhecer ou não esse direito que ele deixa de existir. Na atualidade há esse comportamento expressivo e ignorá-lo é um absurdo, uma hipocrisia; e marginalizá-lo é um crime. Legalizá-lo, portanto, é sempre uma forma de moralização; já que a união moral é feita pelo sentimento do amor, por que não legalizar algo que existe, evitando consequências danosas que possam advir de relacionamentos que na marginalidade podem tornar-se agressivos, suspeitos pela sociedade, e até mesmo perniciosos para o meio social?
 
 Fonte: Divaldo Franco Responde - Vol. II

 
Diante da tecnicidade do tema, o presente artigo traz diversos conceitos médicos acerca da fibromialgia, antes de se adentrar a questão espiritual e metafísica. Em entrevista concedida à Folha Espírita em outubro de 2010, o Dr. José Henrique Rubim de Carvalho explica, em um primeiro instante, o que vem a ser a fibromialgia.

“A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica sem quadro inflamatório, não comprometendo as articulações e não causando deformidades. É um reumatismo por envolver músculos, tendões e ligamentos. Ela se caracteriza por dores no corpo, fadiga e alterações no sono. 
 
As dores podem ir de um leve incomodo até uma condição incapacitante, na forma de ardência, pontada, rigidez e câimbra, por três meses pelo menor em 11 pontos de 18 pontos dolorosos padronizados. Não existem exames complementares, como de laboratório, de imagens e neurofisiológico, que confirmem o diagnóstico. Calcula-se que atinja 3% das mulheres e 0,5% dos homens adultos. Manifestações não relacionadas à dor muscular são observadas na fibromialgia em mais de 50% dos casos. São as comorbidades como: síndrome da fadiga crônica, síndrome do intestino irritável, enxaqueca, síndrome das pernas inquietas, fenômeno de Raynaud, depressão, ansiedade, síndrome da apneia do sono e bexiga irritável, por exemplo. 
 
Acredita-se que os fibromiálgicos perdem a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. O controle da dor é feito pela serotonina, que se encontra diminuída nesses pacientes. Desta forma, muitos dos impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente, como dor. É como sentir dor onde verdadeiramente não existe dor. Em verdade, a dor é da alma que se comprometeu moralmente, nesta e em existências passadas”.

Sobre as causas físicas do desencadeamento da doença, explica o médico:

“A falta de condicionamento físico, ou seja, sedentarismo, é apontado como o principal fator de risco. Pouquíssimos atletas desenvolvem fibromialgia, diz Jamil Natour, reumatologista da Unifesp. Outros fatores relevantes são: mudanças hormonais na menopausa, estresse e traumas emocionais. Doenças infecciosas e a hereditariedade são também fatores importantes no desencadeamento da enfermidade”.

A seguir, o Dr. Carvalho é questionado se a enfermidade tem cura, ao que responde:

“A remissão completa da fibromialgia é difícil, mas não impossível. O tratamento é obrigatoriamente multidisciplinar, abrangendo os aspectos orgânicos, psicológicos, sociais e espirituais. A atividade física, feita em ritmo moderado e com longa duração, eleva a capacidade respiratória (aeróbica), aumenta a musculatura e a força. O exercício de baixo impacto reequilibra o sono, eleva a serotonina, produz endorfinas e somatostatina que melhora o trofismo muscular. Essas medidas resolvem 50% a 60% dos casos. O tratamento alopático engloba diversas drogas, como o antidepressivo tricíclico, em doses baixas. 
 
A homeopatia, a Terapia Floral de Bach e a Acupuntura também apresentam bons resultados, mas os tratamentos psicológicos e espirituais se impõem pela necessidade da transformação moral urgente. Sabemos que o caráter básico dos fibromiálgicos é o perfeccionismo e a sua rigidez consciencial característica, transbordando para o corpo todos os conteúdos presentes e pretéritos, que necessitam ser trabalhados”.

Chegando ao ponto chave do presente artigo, o Dr. Carvalho esclarece sobre a doença do ponto de vista espiritual:

“A fibromialgia é considerada por muitos como uma depressão mascarada, e, como sabemos, uma enfermidade que não apresenta nenhuma lesão, nenhum quadro inflamatório e nenhuma comprovação laboratorial e radiológica. 
 
O caráter perfeccionista de seus portadores leva-nos a inferir os erros cometidos em existências passadas e comprovados por inúmeras regressões de memoria desses pacientes. Um caso bem interessante, de um paciente que foi submetido à regressão de memoria, evidenciou uma existência papal, que autorizou a carnificina da “Noite de São Bartolomeu”. Esse papa era extremamente rígido, perfeccionista e com sintomas somáticos compatíveis com a fibromialgia. 
 
No final de sua desperdiçada existência, onerado de culpas, pronuncia esta frase reveladora: “Só me resta a dor”. Essa frase-decisão, transferiu-se para a atual existência sob a forma de fibromialgia, personalidade perfeccionista e culpada. É a reencarnação para depurar os condenados endividados com os Estatutos Superiores”.

Finalmente, a Folha Espírita questiona se a fibromialgia sobre influência da não aceitação da mediunidade, obtendo como resposta do Dr. Carvalho:

“A fibromialgia é uma patologia medianímica, por ser uma síndrome ectoplasmática, cujo substrato sofre a atuação dos espíritos obsessores, que se afinam com os caracteres morais dos obsidiados. A mediunidade se prestar ao trabalho do autoconhecimento, da autoaceitação e notoriamente da transformação moral. Se não houver a compreensão nítida da complexidade holística dessa e de outras patologias, fica extremamente árido o campo de cura ou de abrandamento da sintomatologia presente nas enfermidades”.

De acordo com a Metafísica, os portadores da fibromialgia precisam contar com o apoio e incentivos das pessoas com as quais convive. Essas pessoas não agem quando precisam agir, e acabam perdendo a chance de realizar qualquer coisa que seja. 
 
Essas pessoas passaram anos e anos se dedicando a outras pessoas e não tiveram tempo hábil para resolver seus próprios problemas e, às vezes, também não contaram com nenhum incentivo e consideração dos demais para que investissem em si mesmas. Sendo assim, acostumadas a essa constante, terminam por sentir culpa quando suas ações, sejam elas quais forem, acabam desagradando pessoas com as quais convive.

Diante de tais explicações, importante voltar a afirmar de forma veemente que nenhum tratamento espiritual exclui o tratamento indicado por médicos, mas o tratamento médico também não pode excluir o espiritual. Sendo assim, os portadores da fibromialgia demandam um tratamento multidisciplinar e, principalmente, do apoio, carinho, respeito, aceitação e compreensão das pessoas que integram o seu círculo de vida.

Mais uma vez, o amor pelo próximo é a chave para o sucesso!

Segundo reportagem do portal de notícias do UOL, a Rede Globo de televisão projeta para lançar em setembro uma nova novela com temática espírita, em que personagens da uma geração passada reencarnam nos dias atuais vivendo em dramas opostos às condições da vida passada. 

A estória é da autoria de Elizabeth Jhin e o nome provisório é "O Avesso da Vida". O enredo é um tanto parecido com o da novela "Além do Tempo", de 2015, também criada por Elizabeth, em parceria com Pedro Vasconcelos, que é o diretor da produção. 

Outras produções deles que também tiveram abordagens semelhantes foram "Amor Eterno Amor" (2012) e "Escrito nas Estrelas" (2010). 

Novelas espíritas, espiritualistas ou místicas? 


Quando dizemos que a novela trata de uma temática espírita não pretendemos com isso dizer que se trata de uma novela espírita, tal como fosse um subsídio doutrinário direto para o estudo e compreensão da Doutrina Espírita. É bom saber que uma telenovela é em geral uma ficção que se baseia em situações diversas, dentre as quais, ocasionalmente, dramas que envolvem questões espirituais e, nesse particular, daí podem ensejar temáticas que coincidem com os postulados do Espiritismo, por exemplo, reencarnação. 

Isso não implica que o enredo respeite os conceitos espíritas e seja totalmente fiel às possibilidades reais que entendemos acerca da Lei de Reencarnação, tal como nos mostra a codificação kardequiana. E aí reside o grande perigo de, no entorno de um conceito concreto (reencarnação), serem incluídas ideias fantasiosas, equivocadas ou mesmo antidoutrinárias, como é comum que se faça ao mesclar misticismo com mediunidade etc. Assim sendo, o senso comum tenderá a creditar ao Espiritismo os falsos conceitos que as mídias apresentam sem critério.


O resultado é que, quem tem apenas conhecimentos básicos do Espiritismo pode ficar confuso quanto à conceituação; quem nada sabe da nossa doutrina de luz, estará "aprendendo" do jeito errado.
 
 
Democracia constitui o mais audacioso e nobre estado de liberdade para a governança de um povo. Acostumadas as criaturas aos regimes arbitrários e violentos, acreditam que o direito da força é capaz de substituir a força do direito, e normalmente derrapam no cerceamento das liberdades de pensar, de agir, de contribuir em favor da coletividade.

De igual maneira os regimes totalitários utilizam-se da fragilidade e ignorância do povo para instalar-se, mediante promessas de suborno das consciências e de falsa igualdade de direitos, estimulando as classes menos favorecidas para a fidelidade, oferecendo-lhes migalhas, enquanto se locupletam no abuso do poder e da indignidade, mantendo a miséria moral, social e econômica.

A comodidade, fruto inevitável do desconhecimento dos direitos à cidadania, acredita-se feliz com os parcos recursos que lhe são fornecidos pelo Estado delinquente, e homenageia os seus ditadores como sendo salvadores dos seus problemas.

É muito mais fácil oferecer-se “pão e circo” às massas do que dignidade aos indivíduos.

A situação lamentável em que se encontra a sociedade brasileira neste momento, resulta, sem dúvida, da negligência dos governantes anteriores que estabeleceram leis injustas e inadequadas para manter-se no poder, pensando somente nos seus e nos interesses dos partidos aos quais pertencem.

Esses administradores infiéis contam com o apoio dos enganados que se fanatizam e somente pensam nas miseráveis compensações que recebem, levando a nação ao caos da desordem e do sofrimento. Nesse clima de instabilidade e desconforto encontram-se os vírus das desoladoras revoluções e desastrosas soluções para pior.

Este é um momento muito grave, talvez dos mais difíceis para a nacionalidade brasileira.

Não é momento para humor, mas para a busca de soluções legais, a fim de que se voltem a instalar a serenidade e o respeito aos códigos que vigem em toda sociedade democrática.

Quando, porém, o desprezo pelas leis e a corrupção se instalam nas altas cortes da administração, que deveriam pautar a sua conduta pelos estatutos da dignidade, o problema faz-se mais grave, exigindo que o povo venha às ruas impor o cumprimento dos deveres por aqueles que devem zelar pela honradez da sociedade.

Não foram outros os motivos que derrubaram a Bastilha em 14 de julho de 1789 e deram início à Revolução Francesa, que também derrapou nos tremendos crimes do denominado período do terror.

O Brasil, que possui tradições cristãs arraigadas e que sempre se caracterizou pelos valores da paz, deve repetir neste momento o gesto corajoso de enfrentar os dislates da corrupção e exigir imediata reforma nacional para restabelecer a paz e o progresso.

Por Divaldo Franco, Professor, médium e conferencista

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 30.05.2018.