Do átomo ao arcanjo! É como definem os espíritos uma das maiores leis de Deus a evolução. “Tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo pois ele mesmo começou pelo átomo.” (Livro dos Espíritos, Questão 540).

Ainda é muito difícil a assimilação para muitas pessoas de que os animais possuem alma, ainda somos apegados a falsa ideia de que somos a única raça consciente em um universo que não conseguimos nem mesmo mensurar o tamanho.

Fomos criados simples e ignorantes, onde inicialmente, não passávamos de princípios espirituais. Para termos uma breve noção de nossa pequenez, podemos exemplificar da seguinte forma, a célula é princípio espiritual em evolução, após um período nesta fase, evoluímos para o reino vegetal, onde o princípio espiritual se apresenta como vida orgânica, após percorrer este caminho, o espirito continua em evolução, e, já tendo maior controle sobre seu psiquismo, surge de modo animal, após muito aprendizado em diversas encarnações como animal, após ter domínio de algumas faculdades, nosso perispírito vai se habituando e evoluindo o controle do corpo físico animal, até chegarmos ao estágio onde, continuando o processo evolutivo, o animal não mais passa por experiências neste estado evolutivo e progride à frente, passando então do átomo, à busca de eras, para arcanjo.

Apesar de parecer um processo simples e rápido, tomo as palavras de Emmanuel como esclarecimento: “O animal atravessa longas eras de provas, a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.”

Assim como nós humanos passamos por variados estágios evolutivos e de entendimento, a alma dos animais possuem a mesma caminhada, o seu corpo e instintos é que podem nos transmitir em que grau evolutivo que aquela alma está, quanto mais feroz, mais ainda terá que evoluir até chegar em um estágio mais domesticado. Podemos assim dizer então que a alma animal nada difere da alma humana, a não ser o fato de estarmos em estágio de evolução mito mais adiantado. Porém, ainda assim, devemos nos compadecer com nossos irmãos em evolução (leia-se animais), pois estamos aqui para ajudar na evolução deles, assim como nossos mentores e guias estão para a nossa. Com essa informação fixada em nossas mentes, podemos então, nos questionar a contribuição que fazemos aos nossos irmãos menores.

Podemos perceber, que em geral, a humanidade se encontra ainda em um grau inferior de evolução, tendo em vista que utilizamos de nossos companheiros de caminhada em busca da perfeição (os animais), como fonte de alimento. Muitos defensores dos churrascos de fim de semana, enunciam que desde que o mundo é mundo somos carnívoros e que os próprios animais tem por extinto matar para comer. Muitos esquecem e outros ainda não tem o entendimento de que somos espíritos em progresso, não podendo ter como exemplo atitudes que tínhamos em nosso passado com outras civilizações, pois estaríamos buscando o retrocesso à evolução. Olhar para trás e querer continuar a viver em um mondo de expiações e provas, fazendo mal a um outro ser, uma outra vida somente para satisfação própria.

Não devemos amar um cachorro e esquecer o quão doce um bovino é, não devemos fechar os olhos para os maus tratos sofridos em granjas e pecuárias que visam ao lucro, somente pelo agrado ao nosso paladar, sendo ele, cada vez menos necessário conforme nosso grau de evolução. Não queremos tornar este artigo uma bandeira para o vegetarianismo ou veganismo, devemos tirar e nossas mentes a errada ideia de que os animais estão aqui para nos servir, devemos entender que é totalmente o oposto à esse pensamento. Nós estamos aqui para servir de ajuda na evolução dos animais, auxiliando-os em seu desenvolvimento. Esse auxilio nos é de muito bom grado, pois enquanto estendemos a mão aos que estão passando por um estágio o qual já estivemos, nós conseguimos progredir em nossa própria caminhada, colhendo frutos dos bens que praticamos com o outro, mesmo sendo ele, uma “outra raça” pois “Os homens trazem no seu físico os traços indeléveis da animalidade e sua alma reflete os instintos dos seres inferiores da criação.”

Por compreender o grau de entendimento que a maioria de nós, e por consequência, nossa sociedade se encontra, devemos nos aceitar pequenos e inferiores visto o amor imensurável de Deus sobre nós, assim como precisamos de ajuda e amparo da espiritualidade para progredir, nossos irmãos animais precisam de nossa ajuda na caminhada de progresso que vivem. Que nosso egoísmo seja aos poucos, substituído por amor aqueles que estão ao nosso redor pedindo compaixão.

Você sozinho não irá mudar o mundo, mas suas ações certamente irão impactar o seu redor e ser responsáveis pelo bem de algumas almas (animais e humanas). Que o pouco de cada um, torne-se o muito de todos.

Deus, em sua infinita sabedoria, justiça e bondade, na trajetória evolutiva dos seus filhos amados, convoca-os a missões sublimes nas cercanias terrenas. E dentre as quais, uma é demasiada passível de louvor: a paternidade.

Feliz daquele Espírito que, abençoado com a condição de pai, fortifica-se na fé e na bonomia para bem cumprir essa tarefa tão árdua quanto tem sido em nosso cotidiano, provendo seus filhinhos -- que lhe são concedidos por empréstimo do Criador -- com o pão material e o ensinamento moral. Grandes serão as suas recompensas, com a graça do Poderoso.

Assim o constatamos conforme o testemunho da Codificação Espírita:

A paternidade pode ser considerada como missão? 
 
“Sem dúvidas que é uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o homem pensa, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização fraca e delicada, que o torna propício a todas as impressões. No entanto, há muitos que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a falir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”

Os pais são responsáveis pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram? 
 
“Não; porém, quanto piores forem as disposições do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec - questões 582 e 583)

Que tenhamos todos um excelente domingo comemorativo ao "Dia dos Pais".

E ao nosso Pai Celestial, todo o nosso amor.
O nosso centro espírita, além de ter como mentor espiritual São Francisco de Assis, tem um atendimento pioneiro, que é a assistência espiritual à saúde dos animais de porte, realizado a distância, através do nosso site e/ou com os nomes colocados nas caixinhas em nosso auditório.

Irvênia Prada
E um dos referenciais doutrinários é a medica veterinária paulista Irvenia Prada, autora do livro "A Alma dos Animais", cujo entrevista publicada no site da Letra Espirita transcrevemos abaixo:

Desde quando você começou a escrever livros espíritas?

R – O primeiro livro que escrevi, foi sobre animais, na visão espírita, em 1998 – A Questão Espiritual dos Animais. Eu vinha já há alguns anos buscando na literatura espírita, particularmente nas obras básicas da codificação, respostas sobre várias perguntas que eu, como médica veterinária e espírita, me fazia a respeito dos animais. Percebi que nem todas tinham respostas diretas e definitivas, motivo pelo qual coloquei no título desse livro, a palavra “questão”, que nos dicionários quer dizer “matéria em discussão”.

Qual sua relação com a doutrina espírita?

R – Nasci em berço espírita, graças a Deus e tenho orgulho de dizer que meu avô paterno – Caetano de Santis é que idealizou e construiu, com ajuda de amigos, em nossa cidade de origem – Itobi, SP, o Centro Espírita ”Luz e Caridade que, no ano passado, em 2017, completou 100 anos. O exemplo de meus familiares nas tarefas doutrinárias foi minha motivação para assumir o compromisso de divulgação do Espiritismo, o que faço com determinação e responsabilidade, há mais de 50 anos mediante palestras, cursos, artigos, entrevistas e publicação de livros.

Conta pra gente como é o processo de escrita? De onde vem a sua inspiração?

R – Eu sou naturalmente motivada a escrever, gosto de escrever. Posso dizer que tenho memória motora, como referem os pedagogos, pois ainda quando estudante tinha o hábito de registrar pela escrita tudo o que ouvia dos professores. Era a minha maneira de memorizar o conteúdo das aulas. Sempre escrevi de maneira prazerosa e até hoje, mesmo quando estou preparando palestras no power-point, abro um arquivo paralelo no word e aí vou registrando as informações obtidas e elaboradas sobre o assunto. Sinto que sou inspirada pelos amigos espirituais, pois às vezes quando releio alguns textos eu me surpreendo com a construção de algumas frases e abordagem dos assuntos, pelo que sou sempre grata. 

O seu livro tem como título: A alma dos Animais, o que levou você a escrever um livro com esse tema?

R – Esse livro tem uma longa história. Foi o primeiro que escrevi, em 1997, portanto um ano antes de A Questão Espiritual dos Animais. Ele teve, de início, uma abordagem apenas acadêmica, sem nenhuma referência à literatura espírita, pois seu propósito era o de dar o recado bem sustentado em argumentos científicos, aos meus colegas médicos veterinários e também à comunidade leiga, de que os animais têm sim essa dimensão mental que, de modo geral, lhes era negada. A colocação do termo “alma”, no título, foi provocativa, mas conforme esclareci de início, representava tradução do termo latino animus que significa, entre outros atributos, também mente, psique, psiquismo. Nos últimos tempos, eu já estava liberada do contrato com a editora que havia publicado esse livro e ele estava esgotado. Pela especial gentileza do pessoal da Casa Editora O Clarim, de Matão – terra de Cairbar Schutel - , especialmente de meu prezado amigo Aparecido Belvedere, fui convidada a reeditar com eles o livro, o que fiz com muita alegria e gratidão, acoplando a visão espírita aos diferentes assuntos que fizeram parte dessa nova edição.

O que você aprendeu com esse livro?

R – Cada novo texto que escrevo representa instrumento de renovação de conceitos, de superação de antigas idéias e, portanto, de aprendizado. Isto porque simplesmente não se senta ao computador e se vai escrevendo. Para que surja uma escrita, são necessárias incansáveis pesquisas, leituras e releituras de páginas espíritas e acadêmicas, conferência de dados... Particularmente com a elaboração da nova edição desse livro – A Alma dos Animais - , tive oportunidade de contrapor informações que obtive em obras espíritas básicas com resultados atualizados de pesquisas científicas, o que acrescentou bastante no meu entendimento quanto à interação da natureza física e espiritual dos animais.
 
No livro Nosso Lar, pelo espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier temos uma preciosa lição no que se refere à traição.

André ao receber a visita de sua mãe, indaga por seu pai:

"- E meu pai? - perguntei - onde está? Por que não veio com a senhora?

Minha mãe estampou singular expressão no rosto e respondeu:

- Ah! teu pai! teu pai!... Há doze anos que está numa zona de trevas compactas no Umbral.

Na Terra, sempre nos parecera fiel às tradições da família, arraigado ao cavalheirismo do alto comércio a cujos quadros, pertenceu até ao fim da existência e ao fervor do culto externo, em matéria religiosa; mas, no fundo, era fraco e mantinha ligações clandestinas, fora do nosso lar. Duas delas estavam mentalmente ligadas a vasta rede de entidades maléficas, e, tão logo desencarnou o meu pobre Laerte, a passagem no Umbral lhe foi muito amarga, porque as desventuradas criaturas, a quem fizera muitas promessas, aguardavam-no ansiosas, prendendo-o de novo nas teias da ilusão. A princípio, ele quis reagir, esforçando-se por encontrar-me, mas não pôde compreender que após a morte do corpo físico a alma se encontra tal qual vive intrinsecamente.

Laerte, portanto, não percebeu minha presença espiritual, nem a assistência desvelada de outros amigos nossos. 
 
Tendo gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão-só na companhia das relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração. Os princípios da família e o amor ao nosso nome ocuparam algum tempo o seu espírito. De algum modo, lutou, repelindo as tentações; mas caiu afinal, novamente enredado na sombra, por falta de perseverança no bem e reto pensamento.

Muitíssimo impressionado, perguntei:

- Não há, porém, meios de subtraí-lo a tais abjeções?

- Ah! meu filho - elucidou a palavra materna -, eu o visito freqüentemente. Ele, porém, não me percebe. Seu potencial vibratório é ainda muito baixo. Tento atraí-lo ao bom caminho, pela inspiração, mas apenas consigo arrancar-lhe algumas lágrimas de arrependimento, de quando em quando, sem obter resoluções sérias. As infelizes, das quais se tornou prisioneiro, retiram-no às minhas sugestões. Venho trabalhando intensamente, anos a fio, solicitei o amparo de amigos em cinco núcleos diversos, de atividade espiritual mais elevada, inclusive aqui em "Nosso Lar". Certa vez, Clarêncio quase conseguiu atraí-lo ao Ministério da Regeneração, mas debalde. Não é possível acender luz em candeia sem óleo e sem pavio... Precisamos da adesão mental de Laerte, para conseguir levantá-lo e abrir-lhe a visão espiritual. No entanto, o pobrezinho permanece inativo em si mesmo, entre a indiferença e a revolta.

Assombravam-me as informações referentes a meu pai. Que espécie de lutas seriam as dele? Não parecia sincero praticante dos preceitos religiosos, não comungava todos os domingos? Enlevado com a dedicação maternal, perguntei:

- A senhora, entretanto, auxilia o papai, não obstante a ligação dele com essas mulheres infames?
 
- Não as classifiques assim - ponderou minha mãe -' dize, antes, meu filho, nossas irmãs doentes, ignorantes ou infelizes. São filhas de nosso Pai, igualmente. Não tenho feito intercessões apenas por Laerte, mas por elas também, e estou convencida de haver encontrado recursos para atraí-los todos ao meu coração.

Espantou-me a grande manifestação de renúncia."

Vemos nesse contexto que o Pai do André embora vivesse uma vida de mentiras, chegando ao plano espiritual teve que enfrentar a verdade que só sua consciência conhecia.

E ainda que tenha sido para ele uma aventura sem grande importância, não imaginava que seria tão sério para as criaturas com quem se envolvia. Não esperava que esses encontros gerasse tantas expectativas nessas mulheres a ponto de cobrar no além-túmulo o que não conseguiram enquanto encarnadas.

Muitas vezes enganamos pessoas a nossa volta, (seja em uma traição no relacionamento afetivo como qualquer outra ligação) na ilusão que é uma ação boba, que não trará grandes consequências. O que esquecemos é que como o Laerte, temos a ilusão que podemos enganar, brincar com o outro e ficar por isso mesmo.

O que pra você pode ser, mais um encontro casual sem importância sentimental, para o outro pode estar contribuindo para criar desilusões de grande impacto.

Brincar com as pessoas gera consequências gravíssimas, até porque aquele que engana, logo esquece, mas o que é enganado, dependendo de sua evolução moral pode gerar rancores e ódios criadores de muito sofrimento para todos os envolvidos.

É preciso analisar os atos. Se colocarmos na cabeça que cada ato nosso gera uma reação, nós agiríamos com mais cautela e não daríamos vazão as nossas fraquezas com tanta displicência. Será que uma satisfação momentânea vale anos de sofrimento?

Nada nesse mundo vale a nossa paz.

Tratar o outro com respeito e se colocar sempre na mesma situação. E se fosse comigo? 
 
Esta é a pergunta que nos livrará de muitos tropeços.

Enquanto a mãe de André tida aos olhos terráqueos como a traída, a idiota, a coitada... estava na verdade em paz e feliz na colônia, pedindo por aqueles que a enganavam, e que por isso estavam em zonas de sofrimento. Outra coisa que ela diz é que, o Laerte estava tão acostumado a mentir, a enganar, que viciara a visão. É o que costumamos dizer que tem gente que mente tanto que acaba acreditando na própria mentira. E por estar nesse padrão vibratório pesado não conseguia nem enxergar a ajuda que o Alto lhe enviava. É preciso muitas lágrimas para limpar a cegueira que criamos sob nossos olhos.

Nem todos evoluem pelo amor, infelizmente muitos só avançam pela dor.

Aqui não nos cabe julgamentos mas apenas a lição de que nada fica impune. Ainda que nos pareça que não estamos prejudicando ninguém, quando o véu da encarnação se rompe conseguimos enxergar com exatidão o peso de nossos atos.

Orai e vigiai, nos refletiu Jesus conhecendo bem as nossas faltas. Como Irmão Maior, nos alertou ao fato de amarmos ao próximo como a nós mesmos. Ou seja, fazer pelo outro apenas o que queríamos que nos fizesse.


Cientificamente, a paralisia do sono é uma paralisia temporária vivida no momento após o acordar ou, mais raramente, antes de adormecer. Ela é uma parte natural do sono REM, sendo que o cérebro acorda, mas a paralisia corporal persiste, deixando a pessoa temporariamente incapaz de se mover, podendo ser acompanhada pelas chamadas alucinações hipnagógicas (auditivas, visuais, táteis ou olfativas). Quem já viveu a paralisia do sono a retrata como se fosse um sonho, por isso, é muito comum ouvir relatos de pessoas que alegam ter visto a si mesmas deitadas na cama sem poder se mover. Mas será que há também uma explicação espiritual para o fato?

Para essa vertente de explicação, dois princípios devem ser levados em conta: o ser humano é dual e os espíritos estão por toda parte. Dual porque diz-se que “durante a evolução cronológica e biológica, o ser humano pode passar a prever experiências que o preparam para vivenciar uma experiência entre os dois plano espirituais. Resumindo, os episódios da paralisia do sono seriam uma espécie de treinamento para o espirito que está encarnado junto ao corpo”. Essa preparação diz respeito, especificamente, ao desdobramento astral. Em relação à afirmação de que os espíritos estão por toda parte, ela “vem para explicar situações que acontecem durante a paralisia do sono, como sentir a presença de alguém ou ouvir vozes e sons. Isso porque de fato, os espíritos estão em todo lugar e eles podem propiciar sensações e vivências positivas ou negativas”.

Em decorrência desses princípios, pode-se concluir, em primeiro lugar, que a paralisia do sono é uma espécie de desdobramento incompleto, uma linha entre o sono e o despertar, “quanto faculdades típicas do espírito desencarnado operariam conjuntamente ou de forma perturbada com as faculdades sensoriais do encarnado. Nessa condição, a pessoa passa a ver ou interpretar de forma extravagante a presença de espíritos”. Aqui, importante dizer, não trata-se de um processo de obsessão.

Seus efeitos podem ser atenuados com conhecimento, ou seja, entender do que se trata espiritualmente é uma forma de prevenir a ocorrência da paralisia do sono. Ela é um estado em que a pessoa se encontra semi-desperta e, se tiver conhecimento, pode e deve pedir por proteção. É o que demonstra Kardec em “A Revista Espírita”, julho de 1859, Discurso de encerramento do ano social 1858-1859:

Ensinam os nossos estudos que o mundo invisível que nos circunda reage constantemente sobre o mundo visível e no-lo mostram como uma das forças da natureza. Conhecer os efeitos dessa força oculta que nos domina e nos subjuga malgrado nosso, não será ter a chave de muitos problemas, as explicações de uma porção de fatos que passam despercebidos? Se esses efeitos podem ser funestos, conhecer a causa do mal não é ter um meio de preservar-se contra ele, assim como o conhecimento das propriedades da eletricidade nos deu o meio de atenuar os desastrosos efeitos do raio? Se então sucumbimos, não nos poderemos queixar senão de nós mesmos, porque a ignorância não nos servirá de desculpa. O perigo está no império que os maus Espíritos exercem sobre as pessoas, o que não é apenas uma coisa funesta do ponto de vista dos erros de princípios que eles podem propagar, como ainda do ponto de vista dos interesses da vida material”.

Sendo assim, conclui-se que a paralisia do sono, além de sua explicação física, tem bases espirituais que consistem no desdobramento do encarnado enquanto ser material e imaterial, levando-o ao plano astral e que, assim, pode o deixar a mercê de espíritos com sentimentos pouco nobres, resultando em uma semiconsciência angustiante, em que a prece e o conhecimento podem ser bálsamos protetores contra a atuação desses irmãos desencarnados.
FONTES:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_do_sono
https://www.astrocentro.com.br/blog/espiritual/paralisia-sono-visao-espirita/
https://blogjornalnovaera.wordpress.com/2016/10/26/paralisia-do-sono-visao-espirita/
http://eradoespirito.blogspot.com.br/2015/10/esboco-de-explicacao-espirita-para.html