Mortes prematuras de estrelas da música

Resultado de imagem para Mortes prematuras de estrelas da músicaEntre 1956 e 2005, mais de cem estrelas da música morreram com idade média de 35 anos, na Europa e 42 anos nos EUA. Um dado entre macabro e curioso é o que ronda a idade dos 27 anos. Brian Jones, da formação inicial dos Rolling Stones, morreu afogado com essa idade. Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison também, todos de overdose de cocaína. Kurt Cobain, líder do Nirvana, se suicidou exatamente aos 27 anos. 
 
Mas não há nada de cabalístico. Afinal, Sid Vicious também morreu de overdose, mas aos 22 anos. Aos 45, Freddie Mercury, vocalista da banda inglesa Queen, morreu de conseqüências da Aids. Assim como Renato Russo, líder da Legião Urbana, com apenas 36 anos. O Rei do Rock, Elvis Presley, morreu aos 42 anos, de causas ligadas à excessos de medicamentos. Mesmo motivo que, em 2009, levou à morte outro Rei, desta vez do pop: Michael Jackson.

O que faz tantos famosos sucumbirem tão novos?


Segundo o espiritismo, entendemos que, rodeado de oportunidades em satisfazer suas vontades, os espíritos acabam sucumbindo aos excessos, quando, em verdade, seus talentos lhe foram concedidos para a realização de grandes coisas. Portanto, ter força de vontade para vencer o chamado das paixões é mais um triunfo do Espírito sobre a matéria, uma vitória das virtudes. Não tratamos apenas das riquezas materiais, mas, neste caso específico, a posse da criatividade artística, a inspiração.

Léon Denis, em seu livro O Espiritismo na arte, composto por uma série de artigos que escreveu para a Revista Espírita, em 1922, com o auxílio de seus espíritos-guia, nos traz depoimentos de grandes artistas do passado sobre inspiração. Beethoven, falando da fonte de onde lhe vinha a concepção de suas obras-primas, dizia: “Eu me sinto forçado a deixar transbordarem, de todos os lados, as ondas de harmonia que provêm do foco da inspiração. Sei bem que Deus e os anjos estão mais perto de mim, em minha arte, que os outros. Comunico-me com eles e sem temor. A música é uma das entradas espirituais nas esferas superiores da inteligência”.

Mozart, por sua vez, em uma de suas cartas a um amigo íntimo, nos inicia nos mistérios da inspiração musical: “Quando estou com boa disposição e completamente só, durante meu passeio, os pensamentos musicais me vêm em abundância. Não sei de onde vêm esses pensamentos, nem como eles me chegam, minha vontade não tem nenhum poder nisso”.

Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia, aos 57 anos. Mozart aos 35, por problemas de saúde, agravados por seus excessos comportamentais.

Remédios sem controle, drogas, bebidas, sexo desenfreado. Não há inspiração que resista a tais combinações nada salutares, e que destoam deste ensinamento, na mesma obra citada: “Geralmente é necessário que um artista fique em um meio são, porque a chama criadora que o anima pode extinguir-se, sob a influência de um ambiente fluídico carregado de moléculas materiais. A verdadeira arte não procura os prazeres da mesa, da carne, e aqueles dos quais o espírito e o cérebro não participam”.

Os espíritos escolhem provas que podem lhe servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas. Alguns chegam, até mesmo, escolher o contato com o vício, ainda que seja apenas para viver no meio adequado á satisfação de seus prazeres, denotando um senso moral pouco desenvolvido. No plano espiritual, percebem que não ganharam nada com aquela encarnação ociosa. Escolhendo provas acima de suas forças, o espírito fraqueja, como muitos artistas diante do poder que a fama lhes concede. É o alto preço da fama, como se diz comumente. Quiseram ser provados no brilho que a ribalta oferece, e tropeçam nas paixões brutais, desencarnando em situação deplorável.

Mas nem tudo se perde, quando isto acontece. As mortes de muitos destes astros que se tornam lendas, servem de exemplo e alerta para seus fãs, que buscam, então, caminhos diferentes ao deles. Se é morte por overdose, a lição de que drogas não ajudam ninguém. Se de Aids, o aviso do sexo responsável. E por aí vai. Bom seria que, ainda em vida, dessem tais exemplos. Nesse particular, os ‘reis’ brasileiros se saem melhor que os ‘reis’ estrangeiros. O Rei do Rock está morto. Mas o rei do futebol continua por aí, com seu sorriso escancarado. O rei do pop morreu aos 50 anos, enquanto o ‘rei’ Roberto Carlos está completando 60 anos de carreira artística ainda vivendo/ofertando tantas emoções... Vida longa ao Rei!
 
Fonte: Blog da EME

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